A rápida evolução da tecnologia também aumentou o desafio das empresas para manter computadores, sistemas e softwares protegidos contra ameaças digitais. Em São José dos Campos, a Cedro TI aposta em uma estratégia de atualização contínua para ajudar os clientes a reduzir vulnerabilidades e manter a estrutura de informática preparada para as novas exigências de segurança.
Criada a partir de uma empresa familiar, a Cedro começou a trajetória em 2011, quando Eduardo Mutran, hoje diretor e proprietário, abriu uma loja com o pai. Na época, o negócio funcionava no Shopping Esplanada, com o nome de Penta Computadores, atendendo principalmente pessoas físicas.
A demanda de empresas por suporte especializado fez o negócio mudar de direção. Por volta de 2016, os atendimentos foram separados e nasceu a Cedro TI, voltada ao mercado corporativo. Atualmente, a empresa oferece serviços como cabeamento estruturado, servidores, firewall, help desk, terceirização de TI e locação de computadores.
A segurança não pode depender de ações pontuais. A atualização não é um evento pontual, é um processo contínuo.
A Cedro trabalha de forma preventiva, aplicando correções de segurança disponibilizadas pelos fabricantes, renovando versões de softwares e substituindo equipamentos que deixam de receber suporte.
Entre as ameaças mais comuns estão ransomware, phishing e vulnerabilidades provocadas por equipamentos ou programas obsoletos. Muitos ataques exploram falhas que já são conhecidas e para as quais os fabricantes já disponibilizaram correções.
Manter os sistemas atualizados fecha essas brechas. Para a Cedro, portanto, a atualização constante funciona como uma das primeiras barreiras contra invasões e problemas que podem comprometer dados e operações.
Antes de definir quais máquinas serão utilizadas por um cliente, a Cedro realiza um diagnóstico da estrutura e das necessidades da empresa. O objetivo é evitar tanto computadores com desempenho insuficiente quanto investimentos desnecessários em equipamentos acima da demanda.
Não existe máquina boa ou ruim no absoluto — existe a máquina certa para cada função. A análise considera os programas utilizados, a necessidade de processamento e memória e o tipo de informação manipulada pelo funcionário.
Na parte de segurança, a empresa prioriza recursos atuais, como o chip de proteção TPM e o suporte às versões mais recentes dos sistemas operacionais. O dimensionamento também considera o ciclo de vida do equipamento.
Uma das soluções oferecidas pela Cedro é o modelo HaaS (Hardware as a Service), em que a empresa cliente paga uma mensalidade pelo uso dos equipamentos e conta com manutenção, suporte e renovação tecnológica.
Quando uma máquina chega ao fim de seu ciclo de vida, a substituição já está prevista no contrato. Com isso, o cliente evita um novo investimento elevado para renovar toda a estrutura de informática.
O modelo também reduz um problema comum nas empresas: manter computadores antigos simplesmente porque eles ainda funcionam. É a máquina que ‘ainda liga’, mas deveria ter sido trocada.
Além de evitar a imobilização de capital em equipamentos que perdem valor rapidamente, a locação transforma parte dos gastos de TI em uma despesa previsível, facilitando o planejamento financeiro.
A proteção dos dados também depende de outras camadas. A Cedro combina backup, controle de acesso e ferramentas de gestão e monitoramento para criar uma estrutura de segurança em profundidade.
O backup permite recuperar informações em caso de perda ou ataque, enquanto o controle de acesso restringe os dados disponíveis para cada funcionário. As ferramentas de gestão ajudam a identificar o que acontece no ambiente de TI e permitem uma resposta mais rápida diante de problemas.
A estratégia também considera as exigências da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). A estrutura técnica oferecida pela Cedro inclui recursos como controle de acesso, criptografia, backup e mecanismos para identificação de incidentes. Eduardo ressalta, porém, que a conformidade com a legislação também envolve processos e questões jurídicas.
A atualização tecnológica, segundo a empresa, não se limita aos equipamentos. A equipe técnica acompanha boletins de segurança, participa de capacitações oferecidas por fabricantes e acumula experiência em diferentes ambientes corporativos.
Esse conhecimento também permite que uma ameaça identificada em um cliente ajude a aprimorar a proteção dos demais. Na Cedro, uma ameaça ou aprendizado que surge em um cliente vira conhecimento aplicado na proteção de todos.
Para pequenas e médias empresas, a terceirização pode representar acesso a uma estrutura que seria mais difícil de manter internamente. Em vez de uma equipe pequena e geralmente generalista atuar de forma reativa, a empresa especializada concentra conhecimento, ferramentas, atualização e prevenção.
O resultado é transformar a TI em uma estrutura mais previsível para o negócio, com atualização tecnológica incorporada ao serviço e menos necessidade de grandes investimentos periódicos. O mais importante é que o empresário possa voltar a focar no próprio negócio, sabendo que a TI está sendo cuidada.