A Polícia Civil investiga se desavenças anteriores estão relacionadas ao homicídio de Tiago Henrique Bassanello Paixão, de 40 anos, morto a tiros na noite de sexta-feira (25), no Parque Santa Clara, em Guaratinguetá. O histórico de conflitos relatado por familiares está entre os elementos considerados na apuração.
A obtenção e a análise de imagens de câmeras de segurança, além da identificação de testemunhas, estão entre as diligências previstas. Os investigadores também buscam esclarecer se outras pessoas participaram do crime.
Em depoimento, o irmão de Tiago apontou Daniel Luis Fernandes Marcondes Rivelo do Carmo como possível envolvido e mencionou conflitos anteriores entre os dois. Ele não presenciou os disparos: contou que estava em um bar quando soube do ocorrido e encontrou a vítima caída ao retornar às proximidades de casa.
O boletim também registra que Tiago havia sido vítima de uma tentativa de homicídio em abril de 2026. Esse episódio foi considerado pela Polícia Civil na análise dos indícios, junto com os depoimentos e as circunstâncias em que o suspeito foi localizado após a morte.
Daniel, de 20 anos, foi encontrado no banco do passageiro de um Fiat Palio verde, nas proximidades de Aparecida. Segundo o boletim, policiais militares haviam recebido informações de que um possível envolvido no homicídio estaria no veículo, a caminho de Taubaté, e passaram a monitorar os acessos à Rodovia Presidente Dutra.
Conforme o relato dos policiais, durante a abordagem os ocupantes teriam afirmado informalmente que Daniel havia cometido o homicídio e que o motorista o levaria para Taubaté. Na delegacia, porém, o jovem negou participação no crime. Disse conhecer Tiago, mas afirmou não ter desavenças com ele, e declarou que havia sido convidado pelo condutor para sair.
O motorista também apresentou a versão de que os dois haviam combinado de ir a uma adega. Ele foi ouvido e liberado, mas permanece sob investigação para que sua eventual participação seja esclarecida.
Tiago foi encontrado na Rua Alfredo Lisboa, perto da residência onde morava. Moradores relataram ter ouvido tiros por volta das 21h45. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência constatou a morte no local, que foi preservado para o trabalho da Polícia Civil e da perícia.
Após reunir os elementos iniciais, a Polícia Civil determinou a prisão em flagrante de Daniel e solicitou à Justiça a conversão em prisão preventiva. O boletim fornecido registra o pedido, mas não apresenta uma decisão judicial sobre ele. A autoria, a motivação e as circunstâncias do homicídio seguem sob apuração.