O homem apontado pela Polícia Civil como responsável pelo tiro que matou Maria Aparecida Barbosa, de 70 anos, em São José dos Campos, responderá em liberdade por homicídio doloso. Ele compareceu à polícia na sexta-feira (25), prestou depoimento e entregou a arma usada nos disparos.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Régis Germano, não havia situação de flagrante no momento da apresentação. O delegado também afirmou que os elementos disponíveis não justificavam um pedido de prisão temporária ou preventiva.
O investigado é padrasto de uma jovem de 18 anos que havia sido esfaqueada em uma adega pouco antes do tiroteio. Ele possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).
Segundo a apuração policial, os disparos tinham como alvo Allan Silva de Lima, apontado como responsável pelo ataque à jovem. Durante a perseguição, porém, um dos tiros atingiu Maria Aparecida, conhecida como Cidinha.
A idosa estava sentada no banco do passageiro de um carro quando foi baleada na cabeça. Ela havia acabado de participar de uma aula de dança em um projeto social para idosos e voltava para casa acompanhada de uma cuidadora. Maria Aparecida tinha Alzheimer.
Ao explicar o enquadramento do caso, Germano afirmou que a intenção do investigado era atingir o homem que havia atacado sua enteada, mas o disparo acertou a idosa, que estava do outro lado.
O delegado classificou a situação como um erro de execução e afirmou que o homem responderá por homicídio doloso, embora a pessoa atingida não fosse o alvo pretendido. Segundo ele, a ausência de prisão neste momento não afasta a responsabilização pelo resultado dos disparos.