26 de setembro de 2026
INVESTIGAÇÃO

Mãe e padrasto são presos por morte de menina de 2 anos em SJC

Por Leandro Vaz | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 1 min
Da redação
Reprodução
Menina morreu em São José

A investigação sobre a morte de uma menina de 2 anos, chamada Pérola, levou à prisão da mãe e do padrasto nesta sexta-feira (25). A mulher foi localizada em Cruzeiro, enquanto o homem foi detido em Guaratinguetá. Os dois eram alvos de mandados de prisão expedidos pela Justiça.

O caso está sob responsabilidade da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Cruzeiro, que apura a suspeita de que a criança tenha sofrido agressões. Ao longo dos últimos meses, a unidade reuniu depoimentos, laudos periciais e outros elementos que embasaram a decisão judicial.

Versão de queda passou a ser investigada

A menina foi levada a uma unidade de saúde de Cruzeiro em dezembro de 2025, com ferimentos graves. Ela precisou ser transferida para o Hospital Regional de São José dos Campos, mas não resistiu.

Segundo a investigação, a mãe relatou inicialmente que as lesões haviam sido provocadas por uma queda. A gravidade dos ferimentos, porém, chamou a atenção dos profissionais de saúde e motivou a apuração das circunstâncias do atendimento.
De acordo com a polícia, os elementos reunidos no inquérito levantaram a possibilidade de agressões, em vez de um acidente.

Padrasto foi abordado na Dutra

A localização do padrasto ocorreu depois que equipes do Policiamento Rodoviário receberam informações de que ele estaria em um carro na SP-171, em Guaratinguetá.

Durante o patrulhamento, os agentes identificaram um veículo com as características repassadas e o acompanharam até a abordagem, realizada na Rodovia Presidente Dutra. Nada de ilícito foi encontrado no automóvel, mas a consulta aos sistemas policiais confirmou a existência do mandado de prisão.

O homem foi encaminhado ao Plantão Policial de Guaratinguetá e permaneceu à disposição da Justiça. A mãe da menina também foi presa por ordem judicial, em Cruzeiro, no mesmo dia.

As circunstâncias da morte e a eventual responsabilidade de cada investigado continuam sendo apuradas.