Maria Aparecida Barbosa, de 70 anos, será sepultada nesta sexta-feira (25), em São José dos Campos, um dia depois de morrer atingida por um disparo de arma de fogo durante uma ocorrência na zona leste da cidade. A idosa estava no banco do passageiro de um carro, acompanhada de uma cuidadora, quando foi atingida na cabeça enquanto seguia para casa após participar de uma atividade voltada a idosos.
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O caso aconteceu na manhã de quinta-feira (24), na região do bairro Nova Michigan. Maria foi socorrida e levada para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Novo Horizonte, mas não resistiu ao ferimento.
O velório ocorre no Memorial Bom Retiro, em São José dos Campos. O sepultamento está marcado para as 14h desta sexta-feira, no Cemitério Memorial Bom Retiro.
Maria tinha 70 anos e mantinha uma rotina de atividades em uma obra social da cidade. Ela participava de ações voltadas para idosos e contava com o acompanhamento de uma cuidadora no dia a dia.
Na manhã em que morreu, Maria havia acabado de participar de uma dessas atividades e estava a caminho de casa quando foi atingida pelo disparo. Familiares relataram que ela tinha uma rotina acompanhada por pessoas próximas em razão das condições de saúde, como o Alzheimer.
A morte aconteceu em meio a uma ocorrência policial que começou com uma tentativa de roubo em um estabelecimento comercial da região.
Segundo o registro policial, um homem identificado como Allan Silva de Lima teria entrado em uma adega armado com duas facas e atacado uma funcionária. A mulher sofreu ferimentos no pescoço e na barriga e foi inicialmente levada para a UPA do Novo Horizonte. Depois, foi transferida para o Hospital Municipal de São José dos Campos, na Vila Industrial.
Após deixar o estabelecimento, o suspeito teria sido perseguido por outro homem. Durante a perseguição, houve disparos de arma de fogo.
Um dos tiros atravessou o vidro do carro em que Maria estava e atingiu a idosa na cabeça. Ela não era apontada como alvo inicial da ação.
Allan foi preso em flagrante e as facas que teriam sido utilizadas na tentativa de roubo foram apreendidas. Imagens da ocorrência também foram incorporadas ao inquérito.
A Polícia Civil ainda tenta identificar quem efetuou os tiros. Segundo a investigação, até o momento não há elementos suficientes para apontar de maneira inequívoca o autor do disparo que matou Maria.
A polícia requisitou exame necroscópico ao IML (Instituto Médico Legal) e analisa imagens, depoimentos e demais provas para reconstruir a sequência dos acontecimentos.
Uma das linhas consideradas na investigação é a chamada aberratio ictus, expressão jurídica usada quando uma pessoa é atingida por um disparo que teria sido direcionado a outra.
O boletim de ocorrência também registra que, em uma análise preliminar das imagens, o disparo teria ocorrido a uma distância considerável e depois de encerrada a agressão que poderia ter motivado uma reação defensiva.
Com isso, a Polícia Civil avalia, nesta fase da investigação, a possibilidade de excesso doloso em uma eventual situação de legítima defesa. A morte de Maria é analisada inicialmente sob a perspectiva de homicídio.
A classificação, no entanto, não é definitiva. A investigação ainda deverá esclarecer quem realizou os disparos, como ocorreu a perseguição e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.
Allan foi preso em flagrante pela tentativa de roubo com emprego de arma branca. A Polícia Civil pediu à Justiça a conversão da prisão em preventiva, citando a necessidade de garantir a ordem pública e o risco de reiteração criminosa.
As investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte de Maria Aparecida Barbosa e identificar o responsável pelo disparo.