Após períodos marcados por internações e complicações provocadas por uma doença genética rara e progressiva, o padre Márlon Múcio, de 53 anos, cumpriu uma promessa e esteve no Santuário Nacional de Aparecida, no Vale do Paraíba. A visita ocorreu como forma de agradecer pela vida e também de rezar pelas pessoas que acompanham sua trajetória.
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Morador de Taubaté, o sacerdote contou a experiência em um vídeo publicado nas redes sociais nessa quinta-feira (24). Segundo ele, a ida à Basílica de Aparecida era um desejo antigo, reforçado a cada recuperação de uma internação.
“Eu prometi e de fato estou aqui no Santuário de Nossa Senhora Aparecida, na Casa da Mãe”, afirmou o padre no vídeo.
Márlon explicou que, durante as internações, sua mãe, Carminha, costumava dizer que os dois deveriam ir a Aparecida para agradecer a Deus quando ele apresentasse alguma melhora. As sucessivas complicações de saúde, porém, acabavam adiando a viagem.
Desta vez, o sacerdote conseguiu cumprir a promessa. Além de agradecer pela própria vida, ele levou ao Santuário as intenções de oração enviadas por pessoas que o acompanham pelas redes sociais e pelo WhatsApp.
“Vim rezar também nas intenções todas que você mandou aqui no WhatsApp, que você colocou nas redes sociais, com muito carinho, orando por você”, disse.
O padre também destacou a relação de fé construída com as pessoas que rezam por sua recuperação e apoiam os projetos sociais ligados a ele.
“Minha melhor maneira de agradecer a Deus por você que reza por mim, que me apoia nos projetos, na Casa de Saúde Nossa Senhora dos Pobres, que apoia nas outras obras sociais nossas, é rezando por você, é sendo padre para você”, afirmou.
Padre Márlon ficou conhecido nacionalmente por compartilhar sua rotina de convivência com a Deficiência do Transportador de Riboflavina (RTD), uma doença genética rara e progressiva que afeta neurônios motores e sensoriais.
A condição pode provocar dificuldades respiratórias, perda de força muscular, limitações motoras e perda auditiva. O sacerdote depende atualmente de respirador durante 24 horas por dia e faz uso diário de 315 comprimidos.
Nos últimos anos, Márlon passou por diversas internações devido às complicações relacionadas à doença, incluindo períodos em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).
Mesmo diante das limitações impostas pela enfermidade, o sacerdote mantém uma rotina ligada à fé, à oração e aos trabalhos sociais. A visita a Aparecida marcou, segundo ele, um momento especial de gratidão e também de retribuição às pessoas que o acompanham.
“Deus lhe pague por tudo. Que Deus te abençoe por intercessão de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Amém”, concluiu.