21 de setembro de 2026
PROJETO NA CÂMARA

Em 7 anos, Taubaté arrecadou R$ 9 milhões com outorga onerosa

Por Julio Codazzi | Taubaté
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMT
Projeto do prefeito Sérgio Victor, que será votado pela Câmara, visa reduzir contrapartida paga por construtoras em caso de obras que excedam o limite básico estabelecido no Plano Diretor

Desde que foi regulamentada em Taubaté, em 2019, a OODC (Outorga Onerosa do Direito de Construir) proporcionou uma arrecadação de R$ 9,463 milhões à Prefeitura. Já a OOAU (Outorga Onerosa de Alteração de Uso) não foi colocada em prática no período.

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Os dados acima foram repassados pela Prefeitura à Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara, durante análise do projeto do prefeito Sérgio Victor (Novo) que propõe alterações na legislação municipal sobre a OODC e a OOAU, que são dois instrumentos que servem para controlar o crescimento da cidade, além de financiar melhorias urbanas.

O projeto, que beneficia construtoras, está na pauta da sessão ordinária que a Câmara irá realizar nessa terça-feira (22), a partir das 14h. O governo chegou a tentar votar a proposta na semana passada, mas a oposição conseguiu o adiamento.

Entenda qual é a mudança proposta pelo projeto

A OODC é a permissão para que o proprietário de um terreno construa além do limite básico estabelecido no Plano Diretor, mediante contrapartida financeira. Nesse caso, a proposta da Prefeitura é reduzir um dos fatores utilizados no cálculo da cobrança, o que diminuiria em até 75% os valores a serem pagos pelas construtoras ao município. Atualmente, o fator varia de 0,5 a 0,8, a depender da região da cidade em que a obra será feita. Pela proposta, seria adotado um fator único, de 0,2.

Sobre essa mudança na OODC, o prefeito alegou no projeto que a revisão da planta genérica no fim de 2025, que resultou em uma atualização média de 99% nos valores venais de todos os imóveis do município e provocou aumento de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), "ocasionou aumento expressivo do valor da contrapartida financeira exigida para empreendimento imobiliários, sem que houvesse qualquer alteração no potencial construtivo ou nas diretrizes de adensamento urbano estabelecidas pelo Plano Diretor".

Um exemplo citado no projeto é de uma obra a ser feita em um imóvel na Avenida Nove de Julho, na região central da cidade. Antes da revisão da planta genérica, a OODC a ser paga pelo construtor seria de R$ 61,2 mil. Com a revisão da planta genérica, passaria a ser de R$ 106,3 mil. E, com a mudança no cálculo da OODC proposta no projeto, cairia para R$ 42,5 mil.

O projeto também prevê a extinção da OOAU, que é o instrumento aplicado em processos de parcelamento do solo e de conversão de áreas rurais para urbanas mediante pagamento de contrapartida financeira. "Verificou-se que a Outorga Onerosa de Alteração de Uso não atingiu os resultados esperados, em razão das dificuldades operacionais para sua aplicação e dos frequentes questionamentos jurídicos acerca de sua exigibilidade", justificou o prefeito no projeto.