Um homem de 24 anos foi preso em flagrante em Tremembé após admitir à Polícia Civil ter agredido o próprio filho, um bebê de cerca de 24 dias de vida.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
A criança sofreu fraturas, traumatismo craniano, hemorragia interna e outras lesões, e foi transferida ao Hospital Regional de Taubaté em estado grave. O caso, registrado na sexta-feira (19), é investigado como tortura e tentativa de homicídio, e a Polícia Civil já pediu a prisão preventiva do pai.
A suspeita nasceu durante o atendimento do recém-nascido no Pronto-Socorro Municipal de Tremembé.
A médica responsável identificou lesões na face, no crânio, nas clavículas, nos braços e nas pernas -- ferimentos que, segundo o boletim de ocorrência, não eram compatíveis com a versão inicial de queda acidental. Diante disso, a unidade de saúde acionou a Polícia Militar.
A primeira explicação dada à médica e aos policiais foi de que o bebê teria caído da cama durante a madrugada.
Os agentes, porém, notaram uma lesão e inchaço na mão do pai, com vestígios de sangue seco -- ele atribuiu o ferimento a uma queda de escada. A contradição entre o tipo de lesões do bebê e o relato apresentado levantou as primeiras suspeitas.
Após ser informado de seus direitos constitucionais, o homem admitiu ter agredido o filho.
Disse ter apertado o recém-nascido com força contra o corpo e sacudido a criança porque ela não parava de chorar, e que as lesões no rosto teriam ocorrido ao esfregá-la contra a cama. Afirmou ainda que a companheira não presenciou as agressões e disse estar arrependido.
O quadro é grave: fraturas, traumatismo craniano, hemorragia interna e lesões em diversas partes do corpo. Diante da gravidade, a criança foi transferida do atendimento municipal para o Hospital Regional de Taubaté. Não há, até o momento, boletim médico mais recente sobre a evolução do quadro.
A autoridade policial considerou que a idade do recém-nascido e a intensidade das agressões dão indícios suficientes para apurar tentativa de homicídio.
A mãe do bebê é adolescente, de 17 anos, e teve o nome preservado. Segundo o boletim, ela estava com o companheiro em um evento na noite anterior e, ao voltar para casa, foi dormir enquanto o bebê ficava sob os cuidados do pai.
Na manhã seguinte, percebeu as lesões e procurou atendimento médico. Ela nega ter presenciado as agressões ou ter conhecimento prévio dos fatos.
Em situação de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190. O Conselho Tutelar do município integra a rede de proteção a crianças e adolescentes, e o Disque 100 recebe denúncias de violações de direitos humanos, incluindo contra menores.
Neste caso, foi justamente a atenção da médica ao identificar a incompatibilidade entre as lesões e a versão de queda que levou ao acionamento da polícia.