A Unitau (Universidade de Taubaté) precisa ir além da formação profissional e assumir um papel cada vez mais estratégico no desenvolvimento de Taubaté e da região.
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Essa foi uma das mensagens da reitora Leticia Maria da Costa durante palestra no Fórum OVALE Taubaté#400, realizado em 28 de agosto, no auditório do Departamento de Gestão e Negócios da universidade, no centro da cidade.
Ao falar sobre a “universidade do futuro”, Leticia destacou que o desafio não está apenas em acompanhar as transformações provocadas pela tecnologia, pela inteligência artificial e pelas novas formas de ensino, mas em entender as necessidades da sociedade e construir respostas para elas.
A reitora foi uma das palestrantes do Fórum e defendeu uma universidade capaz de produzir conhecimento, promover discussões e também ajudar a definir os caminhos do desenvolvimento regional.
Para Leticia, ter acesso à informação deixou de ser suficiente em uma sociedade conectada. O papel da universidade, segundo ela, é justamente transformar informação em conhecimento e criar uma interlocução permanente entre diferentes setores, como indústria, serviços, saúde, educação e tecnologia.
“Uma universidade não apenas divulga o conhecimento, mas produz o conhecimento.”
A reitora também relacionou a trajetória da Unitau à transformação de Taubaté nas últimas cinco décadas.
Segundo ela, mais de 100 mil profissionais foram formados pela instituição nesse período e passaram a atuar na cidade e na região, contribuindo para movimentar diferentes setores da economia.
O impacto, disse, ultrapassa os muros da universidade e alcança áreas como construção civil, mercado imobiliário e serviços.
Na visão apresentada pela reitora, a universidade do futuro não pode ter a sala de aula como único espaço de aprendizagem.
Praças, hospitais, empresas, escritórios, laboratórios, prefeitura e outros ambientes da comunidade também devem fazer parte desse processo. A proposta é aproximar o conhecimento acadêmico dos problemas reais enfrentados pela população.
Essa aproximação também passa por uma relação mais estreita com o setor produtivo e o poder público. Leticia defendeu que universidade, empresas e governos construam juntos um projeto de longo prazo para identificar quais profissionais, tecnologias e soluções serão necessários para o futuro da região.
Entre as primeiras iniciativas da nova gestão está a criação de um banco de demandas regionais, além da análise da relação entre a formação oferecida pela Unitau e as necessidades do mercado. A proposta envolve revisão de currículos e maior aproximação com o setor produtivo.
Para Leticia, o sucesso da Unitau no futuro não deverá ser medido só da quantidade de conhecimento produzido ou de diplomas entregues, mas pela capacidade de transformar esse conhecimento em melhorias concretas na vida das pessoas.
A pesquisa precisa chegar ao cotidiano e a extensão universitária deve ajudar a solucionar problemas reais. “Universidade é indispensável para o nosso futuro”, afirmou a reitora ao encerrar a palestra sobre a Unitau.
Esta reportagem integra o projeto Taubaté#400, iniciativa de OVALE que propõe uma reflexão sobre a trajetória da cidade, os desafios do presente e as oportunidades para as próximas décadas. Desenvolvido por OVALE, o projeto conta com apoio institucional da Prefeitura de Taubaté e patrocínio da Unitau (Universidade de Taubaté) e Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis), Milclean e Avocar.