18 de setembro de 2026
PODER JUDICIÁRIO

Magistratura brasileira exerce a Justiça com ética, independência

Por Thiago Elias Massad | São Paulo
| Tempo de leitura: 1 min
Presidente da Apamagis (Associação Paulista de Magistrados)
Cláudio Capucho/OVALE
Thiago Massad durante entrevista concedida a OVALE

A Magistratura brasileira é composta, em sua ampla maioria, por magistradas e magistrados comprometidos com a prestação jurisdicional e com a missão de assegurar o acesso à Justiça em todo o país. São profissionais que desempenham as suas funções diariamente com ética, equilíbrio, responsabilidade e respeito à dignidade que o jurisdicionado merece.

Os números são claros: há, de um lado, a cada ano o crescimento exponencial de produtividade dos magistrados, assim como é inegável o aumento significativo de novos processos que chegam ao Poder Judiciário – o cidadão brasileiro vai ao encontro do Judiciário, pois nele deposita a confiança de que seu problema será resolvido. De outro lado, historicamente, nos 20 (vinte) anos sob o controle correicional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pouco mais de 1%, dos aproximadamente 19 mil juízes e juízas, sofreram alguma sanção disciplinar.

E nessa dupla perspectiva a conclusão é uma só: a magistratura brasileira atua com dignidade ao julgar, desde o início do processo, caminhando com seriedade até o seu término, com o julgamento definitivo da ação, cumprindo as metas, aumentando relevantemente a produtividade e cortando na própria carne, ao lidar com eventuais falhas, quando necessário.

A APAMAGIS compartilha as mesmas preocupações e adere às ponderações apresentadas pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), ressaltando, outrossim, que esse cenário se torna ainda mais preocupante diante do déficit de aproximadamente 4.020 juízes, o que corresponde a 17,4% do número total de cargos de magistrados em nosso país.