14 de setembro de 2026
CASO GISELE

Coronel do Vale é punido pela PM após 'mentir' em sindicância

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 2 min
Redes sociais
Geraldo Neto é réu pelo assassinato da esposa Gisele Alves Santana

A Polícia Militar puniu o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, após uma sindicância interna concluir que o oficial “faltou com a verdade” em 2024. Ele é de Taubaté e, durante muitos anos, trabalhou em São José dos Campos.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

O caso, no entanto, ocorreu em São Paulo e a informação sobre a punição consta no Registro de Informações de Punições de Oficiais, anexado ao processo criminal nesta segunda-feira (14). O documento reúne nove transgressões disciplinares atribuídas ao militar entre 2000 e 2024, sendo duas consideradas graves e sete médias.

Oficial recebeu punição disciplinar

De acordo com o registro, Geraldo era major do 48º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (48º BPM/M) e estava temporariamente escalado como coordenador operacional. A determinação era para que ele permanecesse em uma área específica durante o serviço.

A sindicância apontou que o policial se afastou do local. Posteriormente, ao prestar declarações, teria afirmado que possuía autorização para se deslocar até a área do 39º BPM/M.

As duas condutas foram classificadas como transgressões grave e média. Como punição, o tenente-coronel recebeu um dia de permanência disciplinar, medida que obriga o militar a permanecer na unidade da PM, sem afastá-lo das atividades de serviço.

A anotação de 2024 é a mais recente do histórico. A ficha também registra punições aplicadas em 2000, 2005, 2009, 2013 e 2014.

Tenente-coronel está preso desde março

Geraldo está preso desde 18 de março, no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista. Ele responde na Justiça comum pela morte de Gisele, que foi encontrada morta com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava, no centro de São Paulo. A prisão aconteceu em São José dos Campos, no apartamento de propriedade dele.

A defesa sustenta que a soldado tirou a própria vida após uma discussão entre os dois. Segundo a versão apresentada pelo oficial, ele havia terminado o relacionamento com a esposa.

A Polícia Militar, porém, afirmou em uma representação encaminhada à Secretaria da Segurança Pública que existem “fortes indícios” de que Geraldo tenha sido responsável pelo disparo.

O processo criminal segue em andamento, e a responsabilidade do tenente-coronel pelo disparo ainda será definida pela Justiça.