O Litoral Norte pode registrar até 150 milímetros de chuva entre este domingo (13) e segunda-feira (14), segundo novo alerta da Defesa Civil do Estado. Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela estão entre os municípios que podem concentrar os maiores volumes de precipitação.
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A previsão indica chuva persistente durante o período, associada ao transporte de umidade da Amazônia e do oceano Atlântico para o território paulista. O cenário aumenta a preocupação com alagamentos, enxurradas e deslizamentos, especialmente em áreas de encosta.
Segundo a Defesa Civil, os maiores acumulados previstos para o Estado estão concentrados no litoral paulista, principalmente na Baixada Santista e no Litoral Norte, onde os volumes podem se aproximar de 150 mm.
Os quatro municípios do Litoral Norte possuem áreas de encosta e pontos sujeitos a alagamentos. A ocorrência de chuva durante vários períodos consecutivos aumenta a atenção para a condição do solo e para possíveis ocorrências relacionadas ao excesso de água.
De acordo com a Defesa Civil, o cenário é provocado pelo transporte de umidade da Amazônia e do oceano Atlântico para São Paulo.
A presença de umidade favorece a formação de áreas de instabilidade e contribui para a ocorrência de chuva persistente. Por isso, a atenção não está apenas na intensidade de eventuais temporais, mas também no volume acumulado ao longo de vários períodos.
A chuva contínua mantém o solo úmido por mais tempo e pode aumentar a possibilidade de instabilidade em terrenos de encosta.
O novo alerta ocorre depois de uma sequência de episódios de chuva na região.
Em Ubatuba, pontos do município já haviam ultrapassado 100 mm de precipitação em 72 horas. No bairro Araribá, o acumulado chegou a 106,56 mm em um levantamento anterior.
O cenário também afetou Caraguatatuba. A Serra Antiga da Rodovia dos Tamoios chegou a ser interditada após o volume de chuva aumentar o risco de queda de barreiras. O trecho posteriormente foi reaberto, mas as condições meteorológicas seguem sendo monitoradas.
O acúmulo de água no solo também exige atenção para possíveis movimentos de massa, inclusive nos períodos em que a chuva perde intensidade.
Um milímetro de chuva equivale a aproximadamente um litro de água sobre cada metro quadrado.
Assim, um acumulado de 150 mm representa cerca de 150 litros de água por metro quadrado durante o período considerado.
Isso não significa que todos os locais receberão exatamente esse volume. A chuva pode se concentrar em determinadas áreas, fazendo com que alguns bairros registrem acumulados maiores ou menores que a previsão regional.
No Litoral Norte, o relevo da Serra do Mar exige atenção especial. O solo encharcado pode perder estabilidade, e o risco de deslizamentos pode permanecer mesmo depois de uma redução temporária da chuva.
Entre os sinais que merecem atenção estão rachaduras em paredes ou no terreno, inclinação de árvores e postes e movimentação de terra.
Em caso de sinais de instabilidade, a orientação é deixar o local e procurar uma área segura.
Moradores e turistas que estiverem no Litoral Norte durante o período do alerta devem acompanhar as atualizações das Defesas Civis municipais e evitar áreas de risco.
Ruas alagadas não devem ser atravessadas a pé ou de carro. Motoristas também devem reduzir a velocidade, aumentar a distância em relação ao veículo da frente e verificar as condições das rodovias antes de viajar.
A recomendação é especialmente importante para quem utiliza os acessos de serra entre o Vale do Paraíba e o Litoral Norte, onde a chuva pode provocar alterações nas condições de tráfego.
Em caso de emergência, a Defesa Civil atende pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
O aviso ocorre após outros alertas meteorológicos emitidos ao longo da semana para o Vale do Paraíba e o Litoral Norte.
Os comunicados anteriores indicaram possibilidade de chuva forte, tempestades, raios, rajadas de vento e granizo. Agora, a principal preocupação é a persistência da chuva e o volume que pode se acumular até segunda-feira.
A sequência de episódios reforça a necessidade de acompanhamento das condições meteorológicas, principalmente em municípios que já receberam volumes elevados de precipitação.