A chuva de setembro de 2026 já bateu recorde em Campos do Jordão e passou de 150 milímetros em Taubaté e Cachoeira Paulista, segundo dados das estações automáticas do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia).
Até as 14h deste sábado (12), os acumulados eram de 157,6 mm em Campos do Jordão, 151,6 mm em Taubaté e 167,8 mm em Cachoeira Paulista.
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O mês ainda está na metade e os volumes podem aumentar nas próximas semanas. Entre as três estações com dados válidos de precipitação em setembro, Cachoeira Paulista apresenta o maior acumulado absoluto. Campos do Jordão, porém, já estabeleceu uma nova marca para setembro dentro da série automática considerada confiável.
A estação A706, de Campos do Jordão, acumulou 157,6 mm entre 1º de setembro e as 14h deste sábado.
O volume já supera o antigo recorde de setembro da série analisada, registrado em 2015, com 139,2 mm.
A diferença é de 18,4 mm, ou aproximadamente 13,2%. O resultado chama atenção porque a nova marca foi alcançada em apenas 12 dias.
A estação automática de Campos do Jordão começou a operar em março de 2002. Por isso, o resultado deve ser interpretado como o maior setembro da série automática disponível e considerada confiável, e não como o maior volume de chuva de toda a história do município.
Taubaté acumulou 151,6 mm de chuva até as 14h de sábado. O volume coloca setembro de 2026 na segunda posição entre os meses de setembro com cobertura considerada adequada na série analisada.
O recorde da estação A728 pertence a setembro de 2022, quando foram registrados 173,0 mm.
Assim, faltam apenas 21,4 mm para que setembro de 2026 iguale a maior marca da série.
O acumulado deste ano já corresponde a cerca de 87,6% de toda a chuva registrada em Taubaté durante setembro de 2022.
A estação começou a operar em dezembro de 2006. Alguns anos foram retirados da comparação principal por apresentarem falhas significativas nos registros de precipitação.
Cachoeira Paulista registra o maior acumulado entre as estações analisadas neste setembro: 167,8 mm.
Apesar do volume, o município ainda não alcançou o recorde da série. Em setembro de 2022, a estação A769 registrou 232,2 mm.
Para igualar essa marca, seriam necessários mais 64,4 mm de chuva até o fim de setembro.
O acumulado atual representa aproximadamente 72,3% do recorde de 2022.
Mesmo sem alcançar a primeira posição, o resultado de 2026 já se destaca. Os 167,8 mm registrados em apenas 12 dias representam mais de duas vezes e meia os 62,8 mm de setembro de 2019, terceiro maior volume da série considerada confiável.
Os elevados acumulados registrados nas estações do Inmet ocorrem em meio a uma sequência de chuva que provocou impactos em diferentes cidades do Vale do Paraíba e do Litoral Norte.
Em Jacareí, a Defesa Civil registrou 123,1 mm nos primeiros dez dias de setembro. O volume já havia superado toda a chuva registrada nos meses de setembro de 2024 e 2025.
Em Aparecida, a Prefeitura suspendeu aulas nos períodos da tarde e da noite de sexta-feira após o município acumular 98 mm de chuva desde o início do mês.
Em Guaratinguetá, o Rio Piagui subiu cerca de 1,5 metro em apenas uma hora, levando a Prefeitura a preparar uma escola para receber moradores retirados de suas casas na região da Colônia do Piagui.
A chuva também provocou problemas em rodovias. A Serra Antiga da Tamoios chegou a ser interditada por causa do risco de queda de barreiras e passou por novos bloqueios após a liberação.
Em Ubatuba, o acumulado superou 100 mm em 72 horas no bairro Araribá. O cenário levou a Defesa Civil a reforçar a mobilização e o Cemaden a ampliar o alerta para risco de deslizamentos em sete cidades da região.
Os números analisados terminam às 14h de 12 de setembro, e o mês ainda tem mais de duas semanas pela frente.
Em Taubaté, são necessários apenas 21,4 mm para igualar o recorde de 173,0 mm de setembro de 2022. Em Cachoeira Paulista, faltam 64,4 mm para alcançar os 232,2 mm registrados naquele mesmo ano.
Em Campos do Jordão, a marca de 2026 já superou os 139,2 mm de 2015 e pode aumentar até o fim do mês.
Portanto, os dados representam o cenário registrado pelas estações automáticas do INMET até as 14h de 12 de setembro de 2026 e ainda podem ser atualizados.