Catia Silene da Silva, de 50 anos, foi encontrada morta em uma via pública na área rural de São José dos Campos na noite desta quarta-feira (9).
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A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte depois que o médico do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) identificou sinais físicos na região do pescoço da vítima. A causa do óbito ainda depende dos exames do IML (Instituto Médico Legal).
O corpo foi localizado na rua José Borges Sobrinho. A ocorrência foi comunicada por volta das 22h30 e mobilizou equipes da Polícia Militar, do Samu, da Polícia Civil e da Polícia Científica.
O caso foi registrado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de São José como morte suspeita e encontro de cadáver. Até a elaboração do boletim, não havia elementos objetivos suficientes para determinar se Catia foi vítima de um crime.
As informações reunidas inicialmente pela Polícia Civil indicam que Catia era usuária de drogas e estava hospedada no imóvel havia poucos dias.
Segundo os depoimentos registrados no boletim, ela foi vista com vida pela última vez durante a tarde de quarta-feira (9), algumas horas antes de o corpo ser encontrado.
Segundo o boletim de ocorrência, os policiais militares foram acionados pelo Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) para atender a uma ocorrência de encontro de cadáver. Quando chegaram ao endereço, a equipe de suporte avançado do Samu já havia constatado a morte.
Durante o atendimento, o médico observou sinais físicos na região cervical da vítima. A constatação levou ao acionamento da Polícia Civil e da perícia técnico-científica.
O boletim, porém, não classifica esses sinais como evidência de estrangulamento, enforcamento ou de qualquer causa específica da morte. Por isso, não é possível afirmar, neste momento, como Catia morreu.
A Polícia Científica esteve no endereço e realizou o trabalho pericial. Uma equipe da Polícia Civil também analisou a cena e ouviu pessoas que estavam nas proximidades.
Nenhuma das pessoas ouvidas, entretanto, presenciou a dinâmica que antecedeu a morte.
Outro fator que dificulta os primeiros passos da investigação é a ausência de imagens. Segundo o boletim, não foi identificado sistema de monitoramento ou armazenamento de imagens no local ou nas proximidades. Também não houve apreensão de objetos relacionados diretamente à ocorrência.
As informações reunidas pela Polícia Civil indicam que Catia estava hospedada no imóvel relacionado à ocorrência havia poucos dias.
Segundo os depoimentos registrados no boletim, ela foi vista com vida pela última vez durante a tarde de quarta-feira, horas antes de seu corpo ser encontrado.
Até o momento, os relatos colhidos não permitem estabelecer a causa da morte nem indicar eventual participação de outra pessoa.
A Polícia Civil requisitou exames necroscópico e toxicológico junto ao Instituto Médico Legal. O exame necroscópico deverá auxiliar na identificação da causa da morte e na análise dos sinais observados na região do pescoço. Já o toxicológico poderá verificar a eventual presença de substâncias no organismo da vítima.
Depois dos trabalhos periciais, o corpo foi encaminhado ao IML. Os resultados serão analisados pela Polícia Civil junto com os demais elementos reunidos durante a investigação.
Apesar dos sinais observados na região do pescoço, a ocorrência não foi registrada como homicídio.
A Polícia Civil classificou o caso preliminarmente como morte suspeita porque, nesta fase da apuração, não havia elementos suficientes para definir a natureza jurídica do óbito. Essa classificação é provisória e poderá ser modificada conforme os resultados dos exames e o avanço das diligências.