10 de setembro de 2026
FEMINICÍDIO

Larissa fez aula com mesma arma que a matou; marido PM é preso

Por Da Redação | Embu das Artes (SP)
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Larissa fez aula com mesma arma que a matou; marido PM é preso

Um vídeo publicado cerca de dois meses antes da morte de Larissa da Cruz Morata, de 29 anos, mostra a técnica em radiologia atirando com um revólver em um estande de tiro. A gravação passou a integrar a discussão sobre as circunstâncias da morte da mulher, encontrada com um disparo na cabeça.

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O caso aconteceu em Embu das Artes, na Grande São Paulo, no domingo (6). Larissa foi encontrada morta no banheiro da residência onde vivia com o companheiro, o soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos. Segundo o laudo preliminar, o disparo atingiu o lado esquerdo da cabeça, acima da orelha, com trajetória de trás para a frente.

De acordo com o companheiro, Larissa havia ido tomar banho antes de ser encontrada. A morte é investigada pela Polícia Civil como morte suspeita.

O vídeo, obtido pela coluna Alfredo Henrique, mostra Larissa disparando contra um alvo em um estande ao ar livre. Nas imagens, ela utiliza um revólver calibre .357, de pequenas dimensões.

A arma que aparece na gravação seria semelhante ao revólver encontrado próximo ao corpo da técnica em radiologia. A investigação deverá esclarecer se o armamento utilizado no vídeo é o mesmo envolvido na morte.

PM está preso

Vinícius foi preso temporariamente por determinação da Justiça. A prisão ocorreu no dia seguinte à morte, quando o policial militar estava no velório de Larissa.

O soldado está detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Ele sustenta a versão de que a companheira tirou a própria vida utilizando o revólver.

A defesa afirma que o vídeo reforça a necessidade de considerar essa possibilidade durante a investigação.

Em entrevista à coluna Alfredo Henrique, o advogado Roberto Montanari disse que o material seria entregue à Polícia Civil para ser incluído no inquérito. Segundo o defensor, a decisão de apresentar e divulgar a gravação ocorreu após a repercussão do caso.

Defesa também cita mensagens

O advogado também mencionou mensagens que teriam sido trocadas entre Larissa e a cunhada, Thamirez Costa Mathias.

Segundo a defesa, nas conversas a técnica em radiologia teria relatado o consumo de medicamentos antidepressivos e ansiolíticos, inclusive em situações que o advogado descreve como excessivas.

As mensagens e o vídeo deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis pela investigação. Até o momento, a morte é tratada como suspeita, e a dinâmica do disparo e a responsabilidade pela morte ainda são objeto de apuração.