Além da dor pela morte de Mirela dos Santos Kaluzny, de 28 anos, a família da jovem enfrenta agora outra preocupação: localizar o filho dela, um menino de apenas 6 anos. Os parentes afirmam que perderam contato com a mulher que cuidava da criança e tentam descobrir onde o garoto está.
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Mirela foi assassinada a facadas no último domingo (6), em Feliz Natal, no Mato Grosso. Segundo familiares, o menino está em Nova Mutum (MT), sob os cuidados de uma mulher que não é conhecida pelos parentes que vivem no Acre. O pai da criança já viajou para Mato Grosso e registrou um boletim de ocorrência para tentar localizar o filho.
De acordo com uma prima de Mirela, que preferiu não se identificar, o menino nasceu no Acre e deixou o estado ainda bebê. A mãe teria deixado a criança temporariamente aos cuidados da mulher enquanto enfrentava dificuldades pessoais.
Segundo a familiar, Mirela continuou acompanhando a situação do filho e recebia informações de que ele estava bem.
“Ela tinha deixado ele com essa senhora enquanto estava passando por um período ruim. Depois ela foi se ajeitando e, pelo que ela falava e pelas fotos que mandava, parecia que ele estava bem. Só que agora a gente precisa resolver isso e trazer ele para perto da família”, relatou a prima.
Ainda segundo os familiares, após o assassinato de Mirela, a mulher que estava com a criança chegou a entrar em contato com a avó paterna para informar que o menino estava bem.
A situação mudou quando os parentes disseram que pretendiam buscar a criança para levá-la ao Acre. A partir desse momento, segundo a família, a mulher teria bloqueado os contatos e deixado de responder às mensagens.
“Ela falou que ele estava muito bem, que estava bem cuidado, mas quando a gente disse que ia buscá-lo, ela bloqueou, desligou o telefone e ninguém consegue mais falar com ela. O pai dele é daqui [do Acre], a avó é daqui e eles querem trazer ele para cá”, afirmou a familiar.
O pai do menino foi até Mato Grosso e registrou um boletim de ocorrência para saber o paradeiro do filho.
Mirela morava em Feliz Natal havia cerca de seis anos. Ela havia deixado o Acre após a morte da mãe, em busca de oportunidades de trabalho.
Segundo as informações repassadas pela família, a jovem estava no aniversário da filha de uma amiga quando permaneceu no local após o início de uma festa. Câmeras de segurança registraram Mirela entrando em uma residência acompanhada por um homem por volta das 3h19.
Cerca de sete minutos depois, às 3h26, um homem deixou o imóvel sozinho. Por volta das 3h35, outra mulher apareceu entrando na casa. Conforme os familiares, essa mulher teria encontrado Mirela morta e pedido ajuda.
Carlo Alves Soares, de 43 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Conforme o relato apresentado no caso, ele estava escondido no corredor da residência, próximo ao corpo da vítima. A polícia informou que ele confessou ter discutido com Mirela e a atacado com uma faca. A arma foi localizada durante a perícia.
A família, porém, afirma que Mirela não conhecia o suspeito. Os parentes também levantam a hipótese de que a jovem tenha sido vítima de uma tentativa de abuso sexual e reagido ao ataque. Essa versão é uma suspeita apresentada pela família e ainda é investigada pelas autoridades.
Os familiares também afirmam que um segundo homem, que aparece nas imagens puxando Mirela para dentro da residência, não foi localizado.
A prima de Mirela afirma que os familiares ainda tentam entender o que aconteceu na madrugada do crime. Segundo ela, a morte ocorreu em poucos minutos.
“Ninguém procurou ela. Ninguém deu falta dela. Mas foi questão de minutos, sabe? Muito rápido. Aí, quando escutaram, já chamaram a polícia. Quando a ambulância chegou, ela já estava sem vida. Ela não teve nem tempo de ter uma segunda chance”, lamentou.
Mirela era descrita pela família como uma mulher alegre, prestativa e independente. Por causa dos custos para transportar o corpo ao Acre, o sepultamento ocorreu na última segunda-feira (7), em Mato Grosso.
Agora, além de acompanhar a investigação sobre a morte da jovem, os familiares concentram esforços para localizar o filho de 6 anos e levá-lo para perto da família materna no Acre.