04 de setembro de 2026
MORTE

Clara pode ter sido morta por ciúmes na RMVale

Por Leandro Vaz | Caraguatatuba
| Tempo de leitura: 1 min
Da redação
Reprodução
Clara Victoria, de 17 anos

A Polícia Civil investiga se uma crise de ciúmes pode ter motivado a morte de Clara Victoria, de 17 anos, em Caraguatatuba, no Litoral Norte. Os principais suspeitos do crime, Luiz Paulo Prates de Souza e Gabriely Nascimento Pereira, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça e são considerados procurados.

Clara morreu na segunda-feira (31). A adolescente foi levada já sem vida para a UPA Sul, no bairro Perequê-Mirim, apresentando um ferimento no peito provocado por arma branca.

De acordo com a investigação, a jovem teria sido atraída até uma residência no bairro Travessão. No local, teria ocorrido uma discussão que evoluiu para agressões e terminou com a morte da adolescente.

A hipótese trabalhada pelos investigadores é de que o desentendimento tenha relação com ciúmes, mas a motivação ainda é apurada.

Além do ferimento no peito, a vítima apresentava uma fratura em um dos dentes e sinais compatíveis com estrangulamento. Outro ponto que chamou a atenção da polícia foi a pequena quantidade de sangue encontrada nas roupas da adolescente.

Suspeita de tentativa de apagar vestígios

A investigação também apura se houve uma tentativa de limpar a cena do crime antes da chegada da polícia.

Segundo a apuração, a casa onde Clara teria sido atacada apresentava sinais de lavagem. Registros feitos pelos investigadores mostram o piso aparentemente limpo, enquanto manchas de sangue ainda eram visíveis em uma das paredes.

O veículo utilizado para levar a adolescente até a unidade de saúde pertence a Luiz Paulo Prates de Souza. Ele e Gabriely são apontados como os principais suspeitos do homicídio.

Exames necroscópicos também foram solicitados para ajudar a esclarecer a dinâmica do crime e verificar se houve luta corporal.

A Polícia Civil tenta agora determinar qual teria sido a participação de cada investigado no episódio. Com a ordem de prisão preventiva expedida pela Justiça, Luiz Paulo e Gabriely seguem sendo procurados.