A Embraer é fundamental para o Brasil, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, durante a cerimônia de entrega do 2.000º jato comercial da família E-Jets, realizada nessa quarta-feira (2), em São José dos Campos. Para o ministro, o marco reforça a posição do país entre os principais polos da indústria aeronáutica mundial.
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A entrega do avião também representa um momento histórico para a fabricante brasileira. Com 2.000 E-Jets entregues, o programa de jatos comerciais da Embraer se tornou o terceiro maior da aviação comercial do mundo, atrás apenas dos programas da Airbus e da Boeing.
Para a empresa, a marca vai além do número de aeronaves produzidas. A fabricante considera a entrega uma demonstração da relevância e da longevidade do programa E-Jets, que completa 20 anos e ganhou espaço em companhias aéreas de diferentes países.
Durante a cerimônia, Tomé Franca ressaltou que a trajetória da Embraer demonstra a capacidade brasileira de competir em um dos setores mais avançados da economia mundial.
“Ela é fundamental. A Embraer já ocupa uma participação da indústria aeronáutica do mundo, na fronteira. Portanto, é uma das maiores empresas na fabricação de aeronaves”, afirmou o ministro.
Segundo Franca, a importância da empresa se estende à fabricação de aeronaves comerciais e executivas e ao crescimento da presença brasileira no mercado internacional. Ele também destacou o orgulho do governo e da população brasileira em contar com uma fabricante de alcance global.
O ministro também destacou as características dos E-Jets e o papel das aeronaves na ampliação da conectividade aérea. Segundo ele, o modelo atende a uma faixa de demanda que permite aumentar a ligação entre cidades e aeroportos brasileiros.
“Esse é um avião que consegue trazer capilaridade para maior conectividade das cidades brasileiras”, disse.
Para Franca, a configuração dos E-Jets é adequada a um país com grande extensão territorial, muitos aeroportos e uma demanda crescente por transporte aéreo.
O ministro lembrou ainda que companhias brasileiras já utilizam os jatos da Embraer em suas frotas, o que fortalece a presença da fabricante no mercado doméstico e contribui para sua atuação internacional.
Outro ponto abordado pelo ministro foi o financiamento para a renovação e manutenção das frotas das companhias aéreas. Segundo Franca, o governo federal liberou recentemente R$ 13 bilhões em linhas vinculadas ao Fundo Nacional da Aviação Civil.
Os recursos podem ser utilizados para a renovação e manutenção de aeronaves e também para iniciativas relacionadas à aquisição de combustível sustentável de aviação, o SAF.
A operação envolve uma parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, o Ministério da Fazenda e o BNDES, com o objetivo de ampliar o acesso das companhias aéreas ao crédito.
“O transporte aéreo no Brasil, a aviação, não é luxo, é uma necessidade”, afirmou Franca.
De acordo com o ministro, a ampliação do acesso ao transporte aéreo é importante para situações que vão desde viagens para reencontrar familiares até deslocamentos relacionados a estudos, atendimento médico e oportunidades profissionais.
Durante a entrevista, Tomé Franca também falou sobre o avanço do combustível sustentável de aviação, conhecido como SAF. Segundo ele, o Brasil trabalha para ampliar a produção nacional e mantém o cronograma para adoção gradual do combustível.
A Petrobras deverá iniciar a produção de SAF, enquanto o governo também incentiva a instalação de novas plantas industriais.
A previsão citada pelo ministro é que, a partir de 2027, passe a ser exigida a utilização de 1% de SAF na composição do combustível de aviação. A meta prevista para 2037 é chegar a 10%.
A medida faz parte dos esforços para reduzir o impacto ambiental da aviação e acompanha uma tendência internacional de busca por combustíveis mais sustentáveis.