02 de setembro de 2026
CRIME BÁRBARO

Clara foi morta com facada no peito na RMVale; polícia investiga

Por Da redação | Caraguatatuba
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Clara Victória de Oliveira Palhares, de 17 anos, foi morta com uma facada no peito

Uma adolescente de 17 anos, identificada como Clara Victória de Oliveira Palhares, foi morta com uma facada no peito em Caraguatatuba, no Litoral Norte, na noite de segunda-feira (31). Ela chegou sem vida à UPA Sul, no bairro Perequê-Mirim, e a Polícia Civil investiga o caso como homicídio qualificado por motivo fútil e emboscada.

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Segundo o boletim de ocorrência, Clara deu entrada na unidade de saúde por volta das 18h30, levada por um homem em um Chevrolet Prisma prata. O homem afirmou aos funcionários que havia encontrado a adolescente ferida em via pública e decidiu socorrê-la. Depois, deixou a UPA dizendo que precisava devolver o veículo.

A adolescente apresentava uma ferida profunda e extensa no peito provocada por arma branca. O atendimento médico chamou a atenção dos investigadores porque, apesar da gravidade do ferimento, a roupa aparentemente não tinha uma perfuração compatível e havia poucos vestígios de sangue.

Clara também apresentava um dente fraturado e marcas no pescoço. Conforme o registro policial, os sinais levantaram a possibilidade de que ela tenha sofrido agressões e até estrangulamento antes de morrer. A hipótese, porém, ainda depende dos exames periciais.

Sangue é encontrado em residência

Depois de receber informações sobre a morte da adolescente, policiais retornaram a um imóvel relacionado à ocorrência. No local, encontraram um Chevrolet Prisma prata estacionado em frente à residência. O veículo tinha as mesmas características do carro usado para levar Clara à UPA e foi identificado como pertencente a um dos investigados.

Dentro da casa, os policiais encontraram manchas de sangue e indícios de que o imóvel havia passado por uma tentativa de limpeza. Havia ainda sangue na calçada, segundo o boletim, além de um travesseiro com sangue próximo ao muro, um tijolo aparentemente deslocado, o piso molhado e uma garrafa de água sanitária perto da porta.

O celular de Clara, um iPhone, também foi localizado dentro da residência e apreendido para auxiliar na investigação.

Dois investigados

A Polícia Civil passou a investigar Luiz Paulo Prates de Souza e Gabriely Nascimento Pereira. De acordo com o boletim, o pai de Luiz Paulo relatou ter ouvido uma discussão na residência do filho e afirmou que ele mantinha um relacionamento com Gabriely, com quem tem um filho. O homem também disse que era possível que Luiz Paulo tivesse algum tipo de relacionamento com Clara.

Durante as diligências, os policiais tentaram entrar em contato com Gabriely. Nesse momento, o telefone dela começou a tocar dentro da casa do pai de Luiz Paulo. O aparelho foi apreendido.

Até a segunda edição do boletim, emitida na manhã de terça-feira (1º), não havia registro de prisão em flagrante dos investigados.

Homem que levou adolescente à UPA é procurado

A Polícia Civil também obteve imagens das câmeras de segurança da UPA que mostram o homem responsável por levar Clara até a unidade de saúde. As gravações serão analisadas para auxiliar na identificação dele e esclarecer o que ocorreu antes da chegada da adolescente ao hospital.

O carro utilizado no socorro também foi apreendido. A perícia deverá procurar impressões digitais e outros vestígios que possam ajudar a reconstruir a dinâmica do crime.

Faca é apreendida pela perícia

Durante a perícia realizada na residência, a Polícia Técnico-Científica encontrou uma faca que pode ter sido utilizada no homicídio. O objeto foi apreendido e será submetido à análise.

Além da faca, celulares relacionados à vítima e aos investigados foram recolhidos. A Polícia Civil requisitou exame necroscópico e também um exame subungueal, que pode ajudar a identificar eventuais vestígios relacionados a uma possível luta ou contato físico.

Polícia apura possível motivação

O boletim registra ainda o relato de uma pessoa próxima de Clara sobre uma discussão recente envolvendo a adolescente e outra mulher.

Segundo esse relato, a mulher acreditava que Clara teria interesse em seu namorado. A adolescente, por outro lado, teria enviado uma mensagem ao homem para pedir uma tesoura que pertencia a ela. A informação foi repassada à polícia e passou a integrar as linhas de investigação.

Até o momento, não há confirmação de que essa discussão tenha relação com o assassinato.

Caso é investigado pela polícia

A Polícia Civil continua analisando os vestígios encontrados na residência, as imagens das câmeras de segurança, os celulares apreendidos e os exames periciais para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a eventual participação dos investigados.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Caraguatatuba como homicídio qualificado por motivo fútil e emboscada.