Thayna Ramos, filha da mulher atingida por um disparo durante o confronto entre um suspeito de homicídio e policiais militares no bairro Araretama, em Pindamonhangaba, divulgou um relato sobre o estado de saúde da mãe e pediu ajuda para a família durante o período de recuperação.
A mulher foi uma das vítimas da ocorrência registrada na noite de sábado (29), na região da avenida Nicanor Ramos Nogueira. O caso começou com o assassinato de Adriana Silva dos Santos, de 48 anos, conhecida como “Tia Dri”, e terminou com outras duas pessoas feridas, além do suspeito baleado pela Polícia Militar.
Segundo Thayna, sua mãe não tinha qualquer relação com a ocorrência e foi atingida quando deixava o trabalho.
“Minha mãe estava fechando o salão dela. Trabalhou das seis até nove e meia da noite e, quando estava virando a esquina para ir ao mercado comprar uma mistura para a minha família, foi pega de surpresa por uma bala perdida”, relatou.
A origem do disparo que atingiu a mulher ainda não foi determinada. Conforme o boletim de ocorrência, ela foi baleada durante o confronto entre o homem apontado como autor do homicídio e policiais militares. A perícia deverá esclarecer de qual arma partiu o projétil.
Thayna afirmou que o ferimento sofrido pela mãe foi mais grave do que inicialmente divulgado.
Segundo a filha, o tiro provocou uma fratura exposta e danos importantes no osso atingido. A mulher precisou passar por cirurgia e permanece internada, com previsão de um novo procedimento.
“Minha mãe teve o osso quebrado ao meio, fratura exposta e ainda por cima dilacerado. Ela fez uma cirurgia, está internada e ainda vai passar por outra cirurgia”, contou.
No boletim de ocorrência, a vítima aparece inicialmente como uma mulher atingida no pé durante a troca de tiros e encaminhada ao Pronto-Socorro de Pindamonhangaba para atendimento.
Thayna afirma, porém, que a situação exigiu tratamento mais complexo e que a família ainda enfrenta as consequências do ferimento.
No depoimento divulgado nas redes sociais, Thayna também demonstrou indignação com a pouca repercussão dada inicialmente ao caso da mãe.
Ela afirmou que precisou procurar páginas e veículos que estavam noticiando o homicídio para informar que havia uma terceira vítima civil hospitalizada.
“Eu tive que sair comentando em vários posts e falando com várias pessoas para contar que minha mãe também estava no hospital e que não foi um ferimento qualquer”, disse.
Segundo Thayna, algumas informações divulgadas posteriormente também não teriam retratado corretamente a situação da mãe.
A filha afirmou ainda que, até aquele momento, a mãe não havia sido procurada para prestar depoimento sobre o que presenciou durante a ocorrência.
Thayna também criticou a atuação no momento do socorro. De acordo com o relato dela, a mãe teria permanecido ferida no chão enquanto as equipes atendiam outros envolvidos na ocorrência. Essa versão é apresentada pela filha e não consta detalhada no boletim de ocorrência.
De acordo com Thayna, a mãe havia trabalhado durante toda a tarde e início da noite e estava a caminho de um mercado quando acabou atingida.
A mulher trabalha por conta própria e, segundo a filha, depende diretamente da atividade profissional para manter sua renda.
Com a internação e a impossibilidade de trabalhar durante o período de recuperação, a família passou a enfrentar também dificuldades financeiras.
Thayna explicou que o pai recebe um salário mínimo e que ela pretende ajudar com o que estiver ao seu alcance, mas afirma que os custos com medicamentos, aluguel e demais despesas da casa devem superar a capacidade financeira da família.
Diante da situação, Thayna criou uma campanha de arrecadação para ajudar a mãe durante o tratamento e o período em que ficará afastada do trabalho.
“Qualquer valor vai ajudar. Tem medicamentos, tem contas, tem aluguel, tem tudo”, afirmou.
Além das contribuições financeiras, ela pede que o caso seja compartilhado para ampliar a visibilidade da situação enfrentada pela mãe.
A ocorrência começou por volta das 21h de sábado (29), no Araretama.
Segundo o boletim de ocorrência, Adriana Silva dos Santos estava em um bar quando foi atingida por um tiro na cabeça. O suspeito teria deixado o local após uma discussão e retornado armado.
Adriana morreu ainda no local.
O filho dela também foi baleado depois de tentar confrontar o homem apontado como autor do disparo. O tiro atingiu superficialmente a região do abdome, e ele conseguiu buscar proteção antes de receber atendimento médico.
Na sequência, policiais militares localizaram o suspeito. Conforme o registro policial, ele teria efetuado disparos contra a equipe durante a abordagem.
Um policial reagiu e atingiu o homem na perna.
Foi durante essa troca de tiros que a mãe de Thayna Ramos, que passava pela região depois de deixar o trabalho, acabou atingida.
A investigação deverá determinar de qual arma partiu o disparo que a feriu.
O suspeito foi atendido no Pronto-Socorro de Pindamonhangaba e posteriormente preso em flagrante. O caso é investigado pela Polícia Civil.