02 de setembro de 2026
CRIME

Ex-funcionária descobre que era filmada sem roupa em banheiro

Por Da Redação | Belo Horizonte (MG)
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução
Ex-funcionária descobre que era filmada sem roupa em banheiro

Uma ex-funcionária de uma imobiliária descobriu que havia sido filmada nua dentro do banheiro do trabalho sem autorização. As imagens foram encontradas por acaso no celular do próprio dono da empresa, que posteriormente admitiu à polícia ter escondido o aparelho no local para fazer as gravações.

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O caso aconteceu em Santa Juliana, no Triângulo Mineiro, e foi denunciado à Polícia Militar. O empresário, de 53 anos, foi preso em flagrante, mas acabou colocado em liberdade. A investigação apura os crimes de importunação sexual e registro não autorizado da intimidade sexual.

Mulher encontrou vídeos no celular do ex-patrão

A vítima, que já não trabalhava mais na imobiliária, contou à polícia que descobriu as gravações em 29 de junho. Na ocasião, o empresário teria pedido que ela utilizasse o celular dele para realizar um pagamento.

Como o aparelho estava desbloqueado, a mulher acessou os arquivos e encontrou vídeos em que aparecia dentro do banheiro da empresa. Ela relatou ter localizado mais de uma gravação e passou a suspeitar que pudesse ter sido filmada em outras ocasiões.

A ex-funcionária registrou as evidências encontradas no aparelho e procurou as autoridades para denunciar o caso.

Empresário admitiu ter escondido celular

De acordo com o boletim de ocorrência, o empresário inicialmente negou ter instalado ou colocado algum equipamento no banheiro para registrar as imagens.

Durante o atendimento policial, porém, ele teria admitido que escondeu o próprio celular no banheiro para filmar a funcionária. O homem também afirmou que não teria compartilhado ou divulgado os vídeos.

Ele foi preso em flagrante após a denúncia, mas posteriormente recebeu liberdade.

Outras denúncias são investigadas

Além do episódio envolvendo a ex-funcionária, o empresário também é alvo de outras denúncias feitas por funcionárias e ex-funcionárias da imobiliária.

Uma delas afirmou, em uma publicação nas redes sociais, que o homem teria assediado trabalhadoras e praticado atos de cunho sexual no ambiente de trabalho.

As acusações ainda precisam ser apuradas pelas autoridades e não significam, por si só, que os fatos tenham sido comprovados.

O caso tramita sob segredo de Justiça. Procurado, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) informou que não pode fornecer outras informações sobre o processo justamente por causa do sigilo.

A defesa do empresário também foi procurada, mas não apresentou manifestação até a publicação. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.