01 de setembro de 2026
FEMINICÍDIO

STJ mantém preso tenente-coronel do Vale acusado de matar esposa

Por Da Redação | São Paulo
| Tempo de leitura: 3 min
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Geraldo Neto e Gisele

O tenente-coronel da PM (Polícia Militar) Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, continuará preso preventivamente enquanto responde pelo assassinato da esposa, a soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. Réu por feminicídio, ele teve um pedido da defesa para deixar a prisão negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça).

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Natural de Taubaté e dono de imóvel em São José dos Campos, onde atuou na PM há alguns anos, Geraldo Neto foi preso em 18 de março deste ano, um mês após a morte de Gisele, ocorrida no dia 18 de fevereiro, no apartamento onde o casal morava, no bairro do Brás, em São Paulo.

A decisão mais recente foi tomada pelo ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do STJ, que manteve a prisão preventiva do tenente-coronel. A defesa havia argumentado que Geraldo Neto estaria colaborando com as investigações e, por isso, poderia responder ao processo em liberdade, sob medidas cautelares.

No entanto, o ministro decidiu manter a prisão. Geraldo Neto segue detido no Presídio Militar Romão Gomes, na zona norte da capital paulista.

STJ ainda vai analisar habeas corpus

Apesar da decisão individual que manteve a prisão preventiva, o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa ainda deverá ser analisado pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Entre os argumentos considerados para a manutenção da prisão está o risco de interferência na produção de provas. Geraldo Neto ocupava uma posição de hierarquia dentro da Polícia Militar, e alguns policiais militares estão entre as testemunhas do processo.

Outro ponto levado em consideração é a existência de indícios de uma possível tentativa de eliminação de vestígios e alteração da cena onde Gisele foi encontrada morta. Segundo as informações que constam no processo, o tenente-coronel teria tomado banho antes de ir à delegacia prestar depoimento no dia do crime.

Caso passou de suspeita de suicídio para feminicídio

No dia 18 de fevereiro, Geraldo Neto ligou para o telefone 190 e informou que a esposa teria tirado a própria vida com um tiro na cabeça. Ele afirmou que estava tomando banho quando ouviu o disparo vindo do quarto.

Ainda de acordo com o relato apresentado inicialmente pelo oficial, Gisele teria cometido suicídio depois que ele falou sobre a possibilidade de divórcio. O caso, inicialmente registrado como suicídio consumado, passou posteriormente a ser investigado como morte suspeita.

Com o avanço das investigações e a reunião de novos elementos, a Polícia Civil passou a tratar o caso como feminicídio. Os laudos periciais apontaram que a soldado da Polícia Militar não tirou a própria vida e que ela foi baleada.

Depoimento foi remarcado

O interrogatório de Geraldo Neto estava inicialmente marcado para 28 de agosto, mas foi adiado para o próximo dia 8 de setembro. A mudança ocorreu após um pedido do Instituto de Criminalística (IC), que solicitou mais prazo para complementar um dos laudos relacionados ao caso.

Com a decisão do STJ, o tenente-coronel, que tem ligação com Taubaté e mantém residência em São José dos Campos, continuará preso enquanto o processo criminal avança. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e deverá ter novos desdobramentos com a conclusão das perícias e o andamento do processo judicial.