O vocalista do Bring Me The Horizon, Oli Sykes, encontrou no litoral de São Paulo um lugar para desacelerar a rotina de estrela do rock. Aos 39 anos, o músico inglês mora atualmente em Ubatuba, no Litoral Norte, e afirma que tem passado cada vez mais tempo no Brasil, país onde vive com a esposa, a modelo e cantora brasileira Alissa Salls.
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A mudança de estilo de vida ganhou força durante a pandemia, quando Sykes passou um longo período no Brasil. Desde então, a relação com o país se intensificou. Com a chegada dos filhos gêmeos, em julho de 2025, o cantor passou a considerar ainda mais importante a tranquilidade encontrada no litoral paulista para a vida em família.
Em entrevista por vídeo ao jornal OGLOBO, Sykes apareceu descontraído e falou sobre as diferenças entre morar no Brasil e na Inglaterra. Para ele, a região de Ubatuba oferece um ambiente mais reservado e adequado para acompanhar o crescimento dos filhos. “É um lugar mais tranquilo, ótimo para se criar os filhos”, afirmou o músico.
A proximidade com o mar também pesa na escolha de Sykes. O vocalista conta que gosta de passar tempo na água e que a rotina no litoral ajuda a se afastar da pressão envolvendo a carreira musical.
Segundo ele, estar no Brasil permite uma espécie de desligamento do personagem Oli Sykes, conhecido mundialmente pelas apresentações intensas à frente do Bring Me The Horizon.
O músico passou parte da infância na Austrália e chegou a se cansar da praia naquela época. Anos depois, porém, a relação com o litoral mudou completamente.
A rotina brasileira também aproximou Sykes de manifestações culturais do país. Ele diz ter interesse pelo funk e cita ainda os Mamonas Assassinas entre os grupos brasileiros que descobriu.
A ligação de Oli Sykes com o Brasil ocorre em um momento de crescimento da popularidade do Bring Me The Horizon no país.
Formada em Sheffield, na Inglaterra, em 2004, a banda começou com uma sonoridade mais extrema e agressiva. Ao longo dos anos, o grupo incorporou elementos de outros gêneros e ampliou o alcance entre diferentes públicos, sem abandonar o peso característico.
A trajetória brasileira começou a ganhar destaque em 2016, quando o grupo se apresentou no Circo Voador, no Rio de Janeiro. Sykes recorda aquela passagem como uma experiência marcante, inclusive por situações inusitadas envolvendo fãs.
Em 2019, a banda voltou ao país para participar do Lollapalooza. Cinco anos depois, o grupo realizou um show em São Paulo que posteriormente deu origem ao filme “Bring Me The Horizon: L.I.V.E. in São Paulo”.
A próxima grande passagem do Bring Me The Horizon pelo Brasil acontece no Rock in Rio 2026. A banda está escalada para o dia 5 de setembro, data dedicada ao rock pesado e que terá o Avenged Sevenfold como principal atração.
O mesmo dia também contará com apresentações de nomes como Machine Gun Kelly, Poppy e Sepultura.
Sykes admite que ainda não sabe se conseguirá acompanhar todos os shows do festival. A razão é simples: a rotina familiar passou a determinar boa parte de sua agenda.
“Os gêmeos é que mandam”, brincou o cantor ao falar sobre os filhos.
Antes de se tornar um dos principais nomes do rock pesado britânico, Sykes teve contato com uma geração que marcou o gênero no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000.
O cantor cita o Linkin Park como uma de suas primeiras grandes obsessões musicais. Também destaca Slipknot, Deftones e Limp Bizkit como bandas que despertaram seu interesse pelo rock.
Hoje, além das influências que ajudaram a formar sua carreira, Sykes busca conhecer sons diferentes. No Brasil, o funk chamou sua atenção.
Mesmo com uma carreira internacional consolidada e milhões de ouvintes nas plataformas digitais, o vocalista parece ter encontrado em Ubatuba e no litoral paulista um contraponto à vida nos grandes palcos: mais praia, menos pressão e tempo para acompanhar a família.
Com informações do OGLOBO