31 de agosto de 2026
JUSTIÇA

Homem de Jacareí é condenado por abuso infantil na internet

Por Da redação | Jacareí
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Canva
Imagem ilustrativa

Um homem de Jacareí foi condenado por abuso sexual infantil após a Justiça Federal identificar que ele armazenava e compartilhava pela internet imagens e vídeos de abuso envolvendo crianças e adolescentes.

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A sentença, obtida após denúncia do MPF (Ministério Público Federal), estabeleceu pena de 4 anos e 9 meses de prisão, em regime semiaberto, além do pagamento de multa.

Durante a investigação, foram encontrados 237 arquivos com conteúdo sexual envolvendo crianças e adolescentes em dispositivos eletrônicos utilizados pelo réu, entre computador e celular.

Denúncia de crimes cibernéticos

O caso teve início depois que a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, mantida pela SaferNet Brasil em parceria com o MPF, identificou o compartilhamento de arquivos de abuso sexual infantil por meio de um link hospedado na plataforma de armazenamento em nuvem Mega Limited.

Segundo o MPF, o material foi disponibilizado em três ocasiões ao longo de 2021. A partir das informações obtidas durante a apuração, os investigadores conseguiram rastrear as conexões utilizadas para acessar a internet.

As informações levaram a dois endereços em Jacareí, que eram utilizados pelo homem. Com autorização judicial, equipes cumpriram mandado de busca e apreensão e encontraram os aparelhos eletrônicos que continham os arquivos ilegais.

Homem tentou esconder identidade

A sentença também apontou que o condenado adotou estratégias para dificultar sua identificação durante a prática dos crimes.

De acordo com a Justiça Federal, ele utilizou dados cadastrais falsos no site e no endereço de e-mail relacionados às atividades investigadas. Além disso, evitava utilizar diretamente a própria conexão de internet para baixar os arquivos.

O homem recorria à conexão de um familiar e também do locador do imóvel onde morava. Para a Justiça, a conduta demonstrou que ele tinha conhecimento sobre a natureza ilegal do material.

Condenação

O homem foi denunciado pelo MPF e condenado com base em artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que tratam do compartilhamento e do armazenamento de material relacionado ao abuso sexual infantil.

A pena definida foi de 4 anos e 9 meses de reclusão, em regime semiaberto, além de multa. O condenado poderá recorrer da decisão em liberdade.