Uma ossada humana encontrada às margens de uma rodovia federal foi identificada como sendo de Amanda Marques Lobato, jovem que desapareceu em março de 2022, aos 18 anos. A confirmação foi divulgada pela Polícia Civil e pela Perícia Oficial e Identificação Técnica de Mato Grosso.
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Os restos mortais foram localizados às margens da BR-070, em Barra do Garças, durante uma diligência realizada por investigadores da 2ª Delegacia de Polícia do município. A equipe estava no local para outra ocorrência quando encontrou a ossada.
Amanda foi vista pela última vez em 13 de março de 2022. O desaparecimento foi registrado oficialmente oito dias depois. Desde então, a Polícia Civil realizava buscas e diligências para tentar descobrir o paradeiro da jovem.
Durante a perícia no local onde os restos mortais estavam, os investigadores também encontraram um projétil de calibre .32. O material foi recolhido e encaminhado para exames laboratoriais.
Segundo as autoridades, porém, a localização do projétil, de forma isolada, não permite afirmar a causa da morte. Por isso, a investigação continua para esclarecer como Amanda morreu e em quais circunstâncias os restos mortais foram deixados às margens da rodovia.
Os exames de Antropologia Forense tiveram papel importante na identificação inicial. Durante a análise dos ossos, os peritos encontraram uma particularidade na região da canela que era compatível com uma informação do histórico clínico de Amanda.
A coincidência levou os investigadores a procurarem os familiares da jovem para dar continuidade ao processo de identificação.
A mãe de Amanda, Claudia Marques Ferreira, forneceu material biológico para a realização do confronto genético com os restos mortais encontrados.
O exame de DNA comparou o perfil genético da mãe com o material extraído da ossada e confirmou o parentesco.
De acordo com o laudo da perícia, a análise apresentou uma Razão de Verossimilhança superior a 16 milhões, resultado considerado uma evidência extremamente forte para a confirmação do vínculo biológico de maternidade.
Com a identificação científica, a família foi autorizada a realizar a liberação dos restos mortais para os ritos fúnebres, encerrando mais de quatro anos de espera e incertezas sobre o paradeiro da jovem.
Apesar da identificação, o caso ainda não está encerrado. A Polícia Civil mantém o inquérito em andamento para esclarecer as circunstâncias da morte de Amanda e verificar se houve crime.
Os investigadores também deverão analisar os vestígios encontrados junto à ossada, incluindo o projétil de calibre .32, além dos demais elementos reunidos durante a investigação.
Amanda tinha 18 anos quando desapareceu, em março de 2022. A identificação dos restos mortais representa uma resposta à família após mais de quatro anos de buscas, mas as autoridades ainda trabalham para descobrir o que aconteceu com a jovem e se existem responsáveis pela morte.