Um homem de 53 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil após matar o vizinho com um golpe de barra de ferro em um sítio de Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, na noite desta terça-feira (25). Marcos Alexandre Soares Nogueira, de 41 anos, foi atingido na cabeça durante uma briga e morreu no local.
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O crime aconteceu por volta das 22h10, em uma propriedade rural localizada na Estrada do Rio das Pedras, também identificada no boletim de ocorrência como Estrada Manoel Carioca.
O homem preso alegou legítima defesa. Segundo o relato apresentado à polícia, Marcos teria iniciado as agressões físicas e retornado ao imóvel com um pedaço de madeira. A versão, no entanto, ainda será confrontada com as demais provas, laudos periciais e circunstâncias do confronto.
De acordo com o boletim de ocorrência, o investigado contou que já tinha uma desavença com Marcos. Na noite do crime, a vítima teria ido até o sítio e convidado o vizinho para acompanhá-la até a cidade.
Após receber uma resposta negativa, Marcos teria se irritado, passado a ofendê-lo e, segundo a versão do preso, iniciado uma agressão física.
O investigado afirmou que Marcos deixou o local e depois retornou carregando um pedaço de madeira. Os dois entraram em confronto.
Durante a briga, o homem disse ter pegado uma ferramenta metálica semelhante a uma alavanca ou barra de ferro e atingido Marcos na cabeça. O boletim registra um golpe.
Após o confronto, o investigado chamou um sobrinho. O familiar foi até o sítio e encontrou Marcos caído, com sangue e sinais vitais reduzidos. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado.
Equipes da Polícia Militar foram chamadas para atender a ocorrência e seguiram até a propriedade rural com apoio de outra equipe e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
A equipe médica constatou a morte de Marcos Alexandre Soares Nogueira ainda no local.
A área foi preservada pela Polícia Militar até a chegada da Polícia Civil e da Polícia Científica. Um perito criminal e um fotógrafo realizaram os levantamentos necessários para a investigação.
A ferramenta utilizada no ataque não estava próxima ao corpo quando os policiais chegaram ao sítio.
Segundo o boletim, o próprio investigado informou que havia jogado o objeto em uma represa nas proximidades da propriedade. Após indicar o local, as equipes encontraram a ferramenta submersa.
A peça foi recolhida pela perícia e será submetida a exames. No registro policial, o objeto é descrito como uma ferramenta semelhante a uma alavanca ou ponteiro.
A perícia deverá analisar se há vestígios que possam ajudar a esclarecer a dinâmica da agressão. A Polícia Civil também solicitou exame necroscópico da vítima e outros procedimentos técnicos.
O investigado afirmou à polícia que agiu para se defender das agressões e que Marcos havia retornado ao imóvel com um pedaço de madeira.
A hipótese de legítima defesa não foi descartada pela autoridade policial, mas também não foi considerada comprovada. Segundo o boletim, não havia testemunhas presenciais do confronto, imagens de câmeras ou outro elemento independente capaz de confirmar integralmente a versão apresentada pelo investigado.
Diante dos elementos reunidos logo após o crime, a autoridade policial decidiu pela prisão em flagrante por homicídio.
A alegação de legítima defesa ainda será analisada no decorrer da investigação e pelo Poder Judiciário. A prisão em flagrante não significa condenação. Caberá à Justiça avaliar as provas, a dinâmica do confronto e eventual responsabilidade criminal.
O boletim de ocorrência não registra tentativa de fuga. O homem permaneceu no sítio até a chegada das equipes policiais, colaborou com os agentes e indicou onde havia jogado a ferramenta.
Ainda segundo o registro, ele não ofereceu resistência durante a abordagem. Por isso, não foi necessário o uso de algemas.
A autoridade policial também considerou a colaboração do investigado, a existência de residência fixa e a ausência de elementos concretos que apontassem risco imediato à ordem pública, à investigação ou à aplicação da lei penal. Por esses motivos, não foi solicitada prisão preventiva naquele momento.
Depois do registro da ocorrência, o homem seria encaminhado à Cadeia Pública de Lorena, onde ficaria à disposição da Justiça para a audiência de custódia.
A audiência deverá analisar a legalidade da prisão e definir a situação do investigado. O boletim de ocorrência consultado pela reportagem não informa o resultado dessa etapa.
A reportagem não conseguiu contato com familiares da vítima. O espaço permanece aberto para manifestações.