Uma mulher grávida de seis meses é investigada por tentativa de homicídio qualificado após jogar uma panela de óleo quente sobre o próprio marido, de 23 anos. A vítima sofreu queimaduras em cerca de 38% do corpo, está internada em estado grave e permanece intubada, segundo informações médicas.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
O caso aconteceu na noite de domingo (23), no bairro Itaim Paulista, na zona leste de São Paulo. Após o ataque, a mulher deixou o imóvel acompanhada das duas filhas, de um relacionamento anterior. Ela ainda não havia sido presa nem prestado depoimento oficial até as últimas informações divulgadas sobre o caso.
A mulher afirmou a familiares do marido que teria agido em legítima defesa. Inicialmente, a ocorrência foi registrada como lesão corporal, mas a investigação passou a tratar o caso como tentativa de homicídio qualificado.
A mudança ocorreu após o depoimento de um dos irmãos da vítima. Segundo o relato, a mulher teria deixado a residência, apagado as luzes e trancado o quarto onde o marido permaneceu ferido.
Ainda de acordo com o familiar, ela encontrou o cunhado na rua e teria dito para que ele fosse até a casa verificar o que havia acontecido com o irmão. Ao chegarem ao local, os familiares encontraram o jovem com graves ferimentos, principalmente na região do rosto.
A vítima foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal do Tatuapé, onde permanece internada em estado grave.
Segundo informações reunidas durante a investigação, o casal esteve em uma adega antes da agressão e teria consumido bebidas alcoólicas. Depois, o homem retornou sozinho para casa.
Ainda conforme os relatos, ele chegou ao imóvel, não encontrou a mulher nem as crianças e foi dormir. Posteriormente, a companheira teria chegado à residência, aquecido o óleo e jogado o líquido quente sobre o corpo do marido.
Após a agressão, ela teria deixado o imóvel com as duas filhas e trancado o homem no quarto, segundo o relato apresentado à polícia.
Testemunhas informaram que o casal estava junto havia cerca de nove meses e que o relacionamento seria marcado por discussões frequentes.
A mulher teria entrado em contato com uma das irmãs da vítima para sustentar que agiu em legítima defesa. No entanto, ainda não há confirmação sobre uma eventual ameaça ou agressão anterior que possa ter antecedido o ataque.
Também não há informações oficiais indicando se as crianças estavam no local ou presenciaram o ocorrido.
O caso é investigado pelo 50º Distrito Policial, no Itaim Paulista. A mulher deverá ser ouvida pela polícia caso se apresente, enquanto os investigadores buscam esclarecer as circunstâncias do ataque e apurar as versões apresentadas pelos envolvidos.