21 de agosto de 2026
ALERTA DE DENGUE

Campinas tem 3,7 mil casos e 33 bairros em alerta

Por Flávio Paradella | Especial para a Sampi Campinas
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação/PMC
Cidade soma 3.735 casos em 2026 e mantém 33 bairros sob alto risco; Prefeitura já realizou mais de 1,1 milhão de visitas a imóveis.

Campinas chegou a 3.735 casos confirmados de dengue em 2026 e mantém 33 bairros classificados com alto risco de transmissão da doença.

Os dados constam no 34º Alerta Arboviroses, divulgado nesta quinta-feira (20) pela Secretaria Municipal de Saúde. O balanço considera os registros feitos entre 1º de janeiro e 17 de agosto.

A Prefeitura também informou que, desde o começo do ano até 13 de agosto, foram realizadas 1.101.634 visitas a imóveis para controle de criadouros e ações educativas, além de 53.382 visitas para nebulização costal.

Mesmo com o reforço das ações, o mosquito continua encontrando ambiente favorável dentro das próprias residências. Segundo levantamento citado pela Secretaria de Saúde, 80% dos criadouros estão dentro das casas.

Veja os 33 bairros em alto risco

Na região Leste, aparecem Vila Costa e Silva e Vila Miguel Vicente Cury.

Na Noroeste, estão Cidade Satélite Íris II e IV, Jardim Rossim, Vila Padre Manoel de Nóbrega, Jardim Garcia, Vila Castelo Branco, Jardim Londres, Jardim Paulicéia e Núcleo Residencial Princesa D'Oeste.

Na região Norte, o alerta inclui Vila Boa Vista, Parque Via Norte, Jardim São Marcos, Jardim Campineiro e Vila Esperança.

Na Sudoeste, entram Núcleo Residencial Vila Vitória, Jardim Marajó, Residencial Vida Nova, Chácara São José, Jardim Cristina, Jardim Aeroporto e Jardim São Francisco.

Na região Sul, aparecem Jardim Nova América, Jardim Irmãos Sigrist, Jardim Campo Belo I e II e Cidade Singer I e II.

Já na Suleste, estão Vila Marieta, Vila Paraíso, Vila Santa Odila, Jardim Cura D'Ars e Vila Georgina.

Como os bairros entram no alerta

A classificação não considera apenas o número absoluto de casos. A Saúde analisa também incidência da doença, surgimento de nova transmissão, imóveis sem acesso para vistoria, densidade populacional e necessidade de reforço das ações dos agentes.

Os bairros que entram na lista passam a receber ações intensificadas de combate ao mosquito. O alerta também vale para áreas menores próximas das regiões destacadas.

A Prefeitura reforça que a prevenção precisa continuar em toda a cidade, inclusive nos bairros que apareceram em edições anteriores e deixaram de constar no alerta atual.

Combate começa dentro de casa

A principal orientação continua sendo eliminar qualquer ponto com água parada.

A recomendação é evitar acúmulo em latas, pneus e recipientes, manter caixas-d'água vedadas, retirar ou higienizar os pratos dos vasos e deixar fechados vasos sanitários que não estejam em uso.

As visitas domiciliares são realizadas por agentes comunitários de saúde, agentes de controle ambiental e profissionais contratados pela Prefeitura para o combate às arboviroses.