18 de agosto de 2026
AVIAÇÃO

Após recorde em receita, Embraer mira caixa de R$ 2 bi em 2026

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Divulgação/Embraer
KC-390 Millennium: área de Defesa & Segurança foi um dos destaques da Embraer

A Embraer registrou receita de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, entre abril e junho, estabelecendo um novo recorde para o período. O resultado representa alta de 10% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e levou a companhia a mirar um fluxo de caixa livre ajustado de pelo menos R$ 2 bilhões em 2026.

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O desempenho operacional também veio forte. O EBIT ajustado chegou a R$ 1,5 bilhão, com margem de 13,4%. Já o fluxo de caixa livre ajustado, desconsiderando a Eve Air Mobility, empresa do grupo que desenvolve aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical ("carro voador"), alcançou R$ 2 bilhões no trimestre.

Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo desempenho das operações, por entradas de caixa relacionadas a vendas e também por um crédito tributário extraordinário.

Com os números do trimestre, a Embraer revisou para cima suas projeções para o ano. A empresa agora estima uma margem EBIT ajustada entre 10% e 10,6%, acima da previsão anterior, que variava de 8,7% a 9,3%.

A projeção para o fluxo de caixa livre ajustado, sem considerar a Eve, passou para US$ 400 milhões ou mais, o equivalente a cerca de R$ 2,08 bilhões, considerando a atual cotação do dólar. A estimativa anterior era de US$ 200 milhões ou mais.

Lucro da Embraer

O lucro líquido ajustado da Embraer também avançou. Entre abril e junho, o indicador chegou a R$ 1,1 bilhão, contra R$ 890,3 milhões registrados no mesmo período de 2025.

O lucro líquido atribuível aos acionistas alcançou R$ 1 bilhão, mais que o dobro dos R$ 448,9 milhões registrados um ano antes. O lucro por ação passou de R$ 0,6120 para R$ 1,5161.

Os investimentos da companhia somaram R$ 609,2 milhões no segundo trimestre, ante R$ 576,5 milhões no mesmo período do ano passado. Considerando também a Eve Air Mobility, o total investido foi de R$ 760,6 milhões.

Defesa e aviação executiva

Entre as unidades de negócio, Defesa & Segurança voltou a ganhar destaque. A divisão registrou receita de R$ 1,5 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

O avanço está relacionado principalmente ao maior reconhecimento de receitas do KC-390 Millennium, considerando a carteira de clientes e o estágio de produção das aeronaves.

A margem bruta da divisão subiu de 19,6% para 20,6%, enquanto a margem EBIT ajustada avançou de 9,3% para 12%.

A Aviação Executiva teve receita de R$ 3,7 bilhões no trimestre, alta de 19% na comparação anual. O crescimento foi influenciado pelo maior número de entregas e pelo mix de produtos comercializados.

Em Serviços & Suporte, a receita chegou a R$ 2,9 bilhões, crescimento de 11% em um ano, com aumento dos volumes nos diferentes segmentos de atuação.

Já a Aviação Comercial registrou receita de R$ 3,2 bilhões, queda de 2%. Segundo a Embraer, o resultado foi afetado principalmente pela valorização do real frente ao dólar, que compensou o aumento no volume de entregas.

Entrega de aeronaves

A fabricante entregou 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, o melhor desempenho para um segundo trimestre em 16 anos. O número representa crescimento de 7% sobre as 61 aeronaves entregues no mesmo período de 2025.

No primeiro semestre, foram 109 aeronaves entregues, alta de aproximadamente 20% em relação às 91 unidades entregues nos seis primeiros meses do ano passado.

O resultado, segundo a empresa, reflete o avanço das medidas adotadas para equilibrar e nivelar a produção.

Outro indicador que reforça o momento positivo da fabricante é a carteira de pedidos. O backlog da Embraer chegou a US$ 34,5 bilhões no segundo trimestre.

O valor representa alta de 16% em relação ao mesmo período de 2025 e marca o sétimo trimestre consecutivo de crescimento da carteira, que voltou a estabelecer um novo recorde.