18 de agosto de 2026
DISSÍDIO COLETIVO

Nova proposta da Urbam é rejeitada e greve continua em SJC

Por Luyse Camargo | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 2 min
OVALE/ Cedido por trabalhador
Dissídio coletivo e legalidade da greve serão julgados pelo TRT-15, em Campinas

A Urbam (Urbanizadora Municipal) apresentou uma nova proposta para atender às reivindicações dos trabalhadores, em greve desde abril de 2026. A medida atualiza o vale-alimentação e reduz a coparticipação no plano de saúde, mas, de acordo com o sindicato, os valores continuam insuficientes e foram divulgados sem negociação prévia com a categoria.

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Proposta

As negociações mediadas pelo MPT (Ministério Público do Trabalho) foram infrutíferas na última quinta-feira (13). A empresa afirma que a proposta de reajuste apresentada busca “valorizar os trabalhadores e manter a sustentabilidade financeira da empresa”.

O novo pacote inclui aumento do vale-alimentação para R$ 32; progressão salarial de 2,75% a cada dois anos, por critério de assiduidade; redução de R$ 5 na coparticipação das consultas do plano de saúde; 16 horas remuneradas por ano para acompanhamento de filhos menores em consultas médicas; manutenção integral dos benefícios já existentes; e reajuste de 4,42%, já aplicado em junho, além das demais propostas apresentadas anteriormente.

Por outro lado, o SEAAC, sindicato que representa a categoria, criticou a postura da empresa em divulgar a proposta aos trabalhadores antes do término das negociações no MPT. Segundo a entidade, a divulgação antecipada teria como objetivo dividir a categoria e colocá-la contra o sindicato.

Próximos passos

Segundo Marcelo Ribeiro, diretor do SEAAC, a proposta atende apenas a parte das reivindicações, deixando de fora demandas centrais da greve, como o adicional de insalubridade, o pagamento retroativo do vale-alimentação, os reajustes nos reembolsos de creche e material escolar, a correção do triênio e do auxílio-previdenciário e a exclusão total da coparticipação em consultas médicas.

Com a última audiência, a mediação no MPT foi encerrada sem acordo. Com o fim dos prazos para o envio das razões finais por ambas as partes, o dissídio coletivo e a legalidade da greve serão julgados pelo TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho), em Campinas, com expectativa de julgamento no início de setembro.

Baixa adesão

A Urbam, por meio de nota a OVALE, afirmou que o movimento grevista apresenta baixa adesão, com cerca de 170 colaboradores, e que os serviços essenciais prestados à cidade seguem funcionando normalmente.