17 de agosto de 2026
LUTO

Morto em SJC, Palhaço Eugênio foi Pablo do 'Qual é a Música?'

Por Da Redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 4 min
Divulgação
Palhaço Eugênio

Antes de conquistar gerações de crianças em São José dos Campos como Palhaço Eugênio, o artista Carlos José Cesare, de 60 anos, teve uma passagem marcante pela televisão brasileira. O ator, palhaço e artista plástico foi o substituto de Pablo no programa “Qual é a Música?”, apresentado por Silvio Santos no SBT, na década de 1980.

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Carlos morreu nesta segunda-feira (17), deixando uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada à cultura. A notícia provocou uma onda de homenagens de familiares, amigos, artistas e admiradores nas redes sociais.

Conhecido pelo personagem Palhaço Eugênio, também chamado de Eugênio Garnizé, Carlos atuou no teatro, televisão, música, literatura e artes plásticas. Também trabalhou como bonequeiro, professor, autor, cantor e locutor.

Carlos Cesare foi o ‘Pablo’ do ‘Qual é a Música?’

A relação de Carlos com a televisão começou antes de sua consagração como Palhaço Eugênio. Segundo relato do próprio artista, ele chegou ao “Qual é a Música?” após a saída de Pablo, em 1986.

Na época, Carlos tinha 20 anos e havia conquistado um prêmio no programa “Show de Calouros”. A participação chamou a atenção de Silvio Santos, que o convidou para integrar o elenco do programa musical do SBT.

Carlos permaneceu por aproximadamente quatro anos na atração. A experiência deu projeção nacional ao artista e se tornou uma das passagens mais curiosas de sua carreira.

Em uma entrevista relembrada após sua morte, Carlos contou que Silvio Santos desenvolveu uma simpatia especial por ele depois de descobrir uma coincidência entre os dois: ambos nasceram em 12 de dezembro.

A passagem pela televisão, no entanto, foi apenas uma parte da extensa trajetória do artista.

Palhaço Eugênio marcou gerações em SJC

Em São José dos Campos, Carlos Cesare se tornou especialmente conhecido pelo personagem Eugênio. Durante anos, o artista levou apresentações para praças, espaços culturais e eventos, aproximando crianças e adultos da palhaçaria.

Um dos lugares mais marcantes dessa trajetória foi a praça do Aquarius, onde o artista se apresentava nos finais de semana e reunia crianças ao redor de suas histórias e brincadeiras.

“Guardaremos para sempre o seu sorriso, as suas histórias e a gratidão imensa por cada final de semana ao seu lado na praça do Aquarius”, escreveu uma das pessoas que prestou homenagem ao artista.

Outra mensagem resumiu o sentimento deixado pela morte: “O mundo não será o mesmo sem o Palhaço Eugênio.”

A Fundação Cultural Cassiano Ricardo (FCCR) também lamentou a morte e destacou a contribuição de Carlos para a cultura de São José dos Campos. O artista integrava o projeto Arte nas Ruas e circulava pela cidade com o Show do Eugênio.

Artista tinha novos projetos

Mesmo aos 60 anos, Carlos seguia trabalhando e tinha novos projetos. Um dia antes de morrer, ele havia divulgado uma apresentação gratuita do Show do Eugênio, marcada para o sábado, no Centro de Estudos Teatrais, junto ao Parque da Cidade.

Outro trabalho recente era “Armazém do Eugênio”, espetáculo dirigido e interpretado pelo próprio artista. A montagem reunia pantomima, mágica, dança, música clássica, manipulação de objetos e elementos tradicionais da palhaçaria.

O Grupo Boneco Vivo também prestou homenagem a Carlos e relembrou os oito anos de convivência com o artista. Ele participou do grupo como Malaquias, na Caravana de Seu Malaquias.

“Não acredito ainda. Tivemos oito anos de muitos momentos no Grupo Boneco Vivo”, publicou o grupo.

‘O céu está em festa’

A morte de Carlos provocou diversas manifestações de carinho nas redes sociais.

“Maravilhoso! Sua perda é uma tristeza!! O céu está em festa!”, escreveu uma pessoa.

“Vai alegrar todo mundo lá em cima! Vai em paz! Você cumpriu sua bela missão. Vai deixar saudades na praça do Aquarius”, afirmou outra homenagem.

Amigos também lembraram que Carlos ainda fazia planos para os próximos dias.

“Há dois dias estava aqui com planos para o futuro. A vida é um sopro! Sentiremos saudades!”, escreveu um amigo.

O companheiro do artista, Gustavo Delfino, também publicou uma homenagem nas redes sociais: “Faleceu o amor da minha vida.”

Velório e sepultamento

O velório de Carlos José Cesare foi realizado nesta segunda-feira (17), na Urbam, em São José dos Campos, das 11h às 16h. O sepultamento ocorreu às 16h, no Cemitério Municipal Padre Rodolfo Komorek.

A morte encerra uma trajetória de mais de 40 anos dedicada à arte. Em São José dos Campos, Carlos deixa a memória de um artista que transformou praças, palcos e espaços culturais em lugares de encontro, imaginação e alegria.