Um funcionário suspeito de envolvimento na ocorrência que mobilizou a segurança da Embraer, em São José dos Campos, nesta segunda-feira (17), teria sido demitido após o episódio, de acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos.
A informação sobre o desligamento, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente pela Embraer -- a companhia informou apenas que colabora com a investigação policial.
A ocorrência foi registrada no prédio identificado como F220, que chegou a ser evacuado após surgir a suspeita de que um funcionário poderia estar armado no local. O caso está sendo apurado pelas autoridades policiais.
Segundo relatos de funcionários, a preocupação teria aumentado depois que o trabalhador entrou em um banheiro e permaneceu no local por um período considerado incomum. Diante da situação e de comentários de que ele poderia estar armado, a polícia foi acionada.
Os mesmos relatos apontam que já circulavam anteriormente entre trabalhadores comentários de que o funcionário teria comparecido armado à empresa. Essa informação, porém, não foi confirmada pela polícia nem pela Embraer e, até o momento, deve ser tratada apenas como relato de funcionários.
Ainda segundo os trabalhadores, nenhuma arma teria sido localizada durante as buscas realizadas nesta segunda-feira. Oficialmente, até agora não há confirmação da presença de qualquer armamento no prédio.
Durante a apuração da ocorrência, trabalhadores que estavam no prédio foram retirados do local.
De acordo com informações atribuídas ao Sindicato dos Metalúrgicos, funcionários passaram por revistas e armários também foram vistoriados durante os procedimentos de segurança.
A ação ocorreu depois do alerta envolvendo o suposto funcionário armado e da evacuação do edifício.
Até o momento, também não há informação oficial de que tenha ocorrido ameaça direta contra outros trabalhadores. A identidade da pessoa citada na suspeita não foi divulgada.
Em nota, a Embraer informou que está colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação.
A companhia também afirmou que as operações seguem normalmente após a ocorrência. A empresa não confirmou a existência de arma no local e não apresentou detalhes adicionais sobre o funcionário citado na denúncia.