O celular de Kaylane Letícia Castro da Silva, de 22 anos, é uma das principais peças da investigação sobre a morte da universitária, encontrada nas águas do Rio Paraíba do Sul, em Guaratinguetá, na sexta-feira (14).
O aparelho foi localizado durante a madrugada, depois que um homem atendeu uma ligação feita pela família da jovem e afirmou ter encontrado o telefone e outros pertences dela abandonados no Bosque da Amizade.
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Kaylane havia saído de casa na tarde de quinta-feira (13) para ir à Fatec (Faculdade de Tecnologia) de Guaratinguetá. Como não retornou no horário esperado, familiares iniciaram as buscas. O corpo da jovem acabou sendo encontrado pelo próprio pai, às margens do Rio Paraíba do Sul.
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, familiares tentaram localizar Kaylane por telefone durante a madrugada. Em uma das ligações, um homem identificado como Marcelo atendeu o celular da estudante.
Ele disse aos familiares que havia encontrado o aparelho e outros objetos pessoais da jovem abandonados na região do Bosque da Amizade, nas proximidades de uma farmácia de manipulação.
Os parentes foram até o local, recuperaram os pertences e passaram a procurar Kaylane pela região. As buscas se estenderam por diferentes pontos próximos ao bosque e às margens do Rio Paraíba do Sul, mas a universitária não foi localizada naquela madrugada.
O conteúdo do celular e a movimentação relacionada ao aparelho poderão ajudar a Polícia Civil a reconstruir os últimos momentos de Kaylane antes do desaparecimento.
De acordo com o boletim de ocorrência, Kaylane deixou a residência por volta das 17h50 de quinta-feira, com destino à Fatec. A previsão da família era de que ela retornasse para casa por volta das 23h.
A jovem, porém, não voltou.
Kaylane estudava na Fatec de Guaratinguetá e também trabalhava como estagiária da SAEG (Companhia de Serviço de Água, Esgoto e Resíduos de Guaratinguetá). Ela era descrita por familiares, amigos, professores e colegas de trabalho como uma jovem doce, dedicada e querida.
As buscas continuaram durante a manhã de sexta-feira (14). Foi durante a procura que o pai de Kaylane encontrou o corpo da filha nas águas do Rio Paraíba do Sul.
O Corpo de Bombeiros foi acionado e realizou a retirada da vítima da água. Equipes policiais e periciais também estiveram no local.
Segundo o registro policial, Kaylane usava calça jeans, camiseta preta e tênis preto e branco. Na avaliação inicial, não foram identificados ferimentos aparentes.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Guaratinguetá para exames que deverão auxiliar na determinação da causa da morte.
O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita. Naquele primeiro momento, conforme o boletim de ocorrência, não havia indícios aparentes de que Kaylane tivesse sido vítima de um crime.
Entre as hipóteses inicialmente consideradas estão uma possível queda acidental no rio ou a entrada voluntária na água, seguida de afogamento. A causa da morte, porém, depende dos exames periciais.
A Polícia Civil também deverá analisar imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades do Bosque da Amizade. Equipamentos de estabelecimentos comerciais, imóveis residenciais e de uma farmácia localizada na Avenida Presidente Vargas podem ajudar a esclarecer o trajeto feito pela universitária.
O celular e os demais objetos encontrados durante a madrugada também são considerados importantes para a reconstrução da sequência de acontecimentos.
Kaylane foi sepultada neste sábado (15), em Guaratinguetá. A despedida reuniu familiares, amigos, colegas de faculdade e de trabalho.
Após a confirmação da morte, a SAEG publicou uma nota de pesar e destacou a jovem como uma pessoa “doce, dedicada e querida”. Professores e colegas da Fatec também prestaram homenagens nas redes sociais.
As mensagens ressaltaram a dedicação da estudante aos estudos e o carinho que ela despertava entre as pessoas que conviviam com ela.
A investigação continua para esclarecer o que aconteceu entre a saída de Kaylane de casa, na quinta-feira, e a localização de seus pertences no Bosque da Amizade durante a madrugada. Os laudos periciais e a análise de imagens e do celular devem ser fundamentais para esclarecer o caso.