O bebê Noah Gabriel da Cruz Santos recebeu alta nesta quinta-feira (13) após permanecer internado desde 17 de julho. O recém-nascido havia sido transferido da Santa Casa de Rio Claro para o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) de Bauru, onde continuou o tratamento.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
A alta foi confirmada pelo Hospital das Clínicas da USP de Bauru, em Bauru. A família também anunciou a saída da unidade hospitalar pelas redes sociais. Segundo os familiares, Noah continuará utilizando uma sonda e dará sequência ao tratamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no “Centrinho” do HC-Bauru.
O bebê nasceu com uma malformação no palato e necessita de acompanhamento especializado. Diante dos custos envolvidos no tratamento, amigos e familiares iniciaram uma campanha para arrecadar recursos para despesas de hospedagem, alimentação e transporte dos pais durante o período de acompanhamento e tratamento orofacial da criança.
Em nota, o Hospital das Clínicas informou que não divulgará informações sobre o atendimento ou as condições pessoais do bebê em razão do sigilo médico e da privacidade do paciente.
A unidade também não confirmou se existe algum tipo de auxílio público disponível para ajudar a família com os custos relacionados à permanência dos pais durante o tratamento de Noah.
Noah ficou conhecido após um episódio ocorrido antes da transferência para Bauru. O recém-nascido foi dado como morto e permaneceu nessa condição por cerca de três horas, antes de apresentar novamente sinais vitais.
O caso chamou atenção pela raridade e levantou comparações com o chamado “fenômeno de Lázaro”, expressão utilizada para descrever situações em que uma pessoa apresenta retorno espontâneo da circulação após uma tentativa de reanimação ou declaração de morte.
Apesar da semelhança, não há confirmação científica de que Noah tenha sido diagnosticado com esse fenômeno.
Segundo a pediatra Priscilla Meirelles, docente do curso de Medicina da Faculdade Santa Marcelina, há menos de dez casos semelhantes registrados em bebês ao longo de aproximadamente 40 anos de história da medicina.
Agora, com a alta hospitalar, Noah seguirá o tratamento especializado pelo SUS e continuará sendo acompanhado por profissionais de saúde devido à malformação no palato.