A Câmara Municipal de Caçapava acatou, por unanimidade, uma denúncia contra o prefeito Yan Lopes (Podemos) e autorizou a abertura de uma Comissão Processante.
Na área externa, em uma rua próxima ao prédio do Legislativo, o encontro entre grupos opostos foi marcado por agressões e precisou da intervenção da Polícia Militar.
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A investigação deve apurar o uso de R$ 2.161.600 do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para o pagamento de subsídio ao transporte coletivo. Yan nega irregularidades na aplicação dos recursos.
Após a votação, na noite de terça-feira (11), o encontro entre apoiadores do prefeito e integrantes de um grupo político que defendia a investigação terminou em confusão na área externa do prédio, com empurrões, agressões e intervenção da Polícia Militar. Integrantes do grupo contrário ao prefeito ficaram cercados e deixaram a região escoltados por policiais militares.
Imagens obtidas pela reportagem mostram que integrantes de um partido político foram empurrados e agredidos durante a confusão, mas também houve reação física por parte de alguns deles. A eventual responsabilização por agressões, lesão corporal ou outras infrações dependerá da análise das imagens, de depoimentos e de possíveis registros de boletim de ocorrência.
Durante a tarde, antes da votação, a vereadora Dandara Gissoni (PSB) havia relatado uma suposta postura de intimidação por parte de integrantes do mesmo grupo político. Segundo a parlamentar, situação semelhante teria ocorrido na semana anterior com outros vereadores.
A Comissão Processante é formada pelos vereadores Dani Galdino (Republicanos), Fran Miranda (PL) e Pablo Fernandes (DC) e deverá analisar documentos, provas e a defesa apresentada por Yan Lopes.
O prefeito terá dez dias após ser notificado para apresentar defesa prévia, indicar provas e apontar testemunhas. O processo tem prazo máximo de 90 dias, contados a partir da notificação.
A confusão ocorrida após a votação não altera o resultado da decisão da Câmara. Eventuais agressões ou outras infrações deverão ser apuradas pelas autoridades competentes, caso haja registros formais.