A Unitau (Universidade de Taubaté) divulgou uma nota de pesar pela morte de Lívia Berthoud, aluna do 10º semestre do curso de Direito, vítima de feminicídio nesta segunda-feira (10), em Pindamonhangaba.
No comunicado, a instituição classificou a morte da estudante como “precoce e brutal”, manifestou solidariedade aos familiares, amigos, colegas e professores e repudiou todas as formas de violência.
A universidade também destacou uma coincidência considerada simbólica e dolorosa: o assassinato de Lívia ocorreu no mesmo dia em que a Unitau iniciou a 46ª Semana Jurídica, que neste ano tem entre os principais temas os 20 anos da Lei Maria da Penha e o enfrentamento à violência contra a mulher.
Segundo a instituição, a discussão sobre violência de gênero já faz parte de ações permanentes da universidade, por meio do Observatório da Violência e do Grupo de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (GAVVIS), ativo desde 2004.
A Unitau informou ainda que a memória de Lívia estará presente nos debates realizados ao longo desta semana.
Lívia foi morta pelo ex em Pinda
Lívia Berthoud, de 23 anos, foi morta a tiros na manhã de segunda-feira, na rua São Sebastião, no Parque São Domingos, em Pindamonhangaba.
Segundo a investigação, o suspeito é o ex-namorado da jovem, Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos. Imagens de uma câmera registraram os momentos que antecederam o crime. No vídeo, Lívia aparece correndo pela rua enquanto é perseguida. Em determinado momento, ela tenta pedir ajuda a um motorista que passa pelo local, mas acaba sendo atingida pelos disparos e cai.
Após o ataque, o suspeito fugiu. Ele foi localizado posteriormente em um apartamento no bairro Bela Vista, ferido e ensanguentado. No imóvel, a polícia apreendeu um revólver calibre 38 com quatro munições deflagradas.
Carlos Eduardo foi preso em flagrante por feminicídio e encaminhado para atendimento médico. Até o registro da ocorrência, permanecia internado e sob escolta policial.
A Polícia Civil também apura informações de que Lívia já havia procurado as autoridades anteriormente por violência doméstica e possuía medida protetiva de urgência contra o ex-companheiro.
A investigação continua para esclarecer todos os detalhes do crime.