A segunda fase da Operação Armagedom mobilizou forças de segurança na manhã desta quinta-feira (6) para cumprir 24 mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso investigado por ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) no Vale do Paraíba.
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A ofensiva também resultou no bloqueio de contas bancárias, afastamento de sigilos telemáticos e na indisponibilidade de bens que podem alcançar R$ 205,7 milhões.
As medidas foram autorizadas pela Justiça de São José dos Campos após o avanço das investigações, que apontam a continuidade das atividades da organização criminosa mesmo depois das prisões e condenações realizadas na primeira fase da operação, deflagrada em novembro de 2024.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, o grupo é suspeito de manter um esquema de agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro, utilizando ameaças e intimidações para cobrar empréstimos concedidos com juros abusivos.
Um dos principais investigados teve a prisão preventiva decretada. De acordo com os investigadores, ele exercia a liderança da organização e continuava comandando as ações criminosas mesmo quando estava em prisão domiciliar.
Durante a apuração, foram identificados imóveis residenciais e comerciais, veículos de alto padrão, empresas e outros patrimônios que teriam sido usados para ocultar recursos obtidos ilegalmente. As investigações também revelaram receitas superiores a R$ 48 mil mensais provenientes de aluguéis.
Entre os bens bloqueados estão pelo menos 37 cavalos da raça Mangalarga Marchador, vinculados ao principal alvo da operação. Somadas, todas as medidas patrimoniais podem atingir R$ 205,7 milhões, valor considerado um dos maiores bloqueios financeiros já determinados em uma investigação desse tipo na região.
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As investigações tiveram início em 2021 e, ao longo dos últimos anos, reuniram provas de que os investigados utilizavam empresas de fachada, pessoas interpostas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada para esconder patrimônio e dar aparência de legalidade ao dinheiro obtido por meio das atividades criminosas.
Conforme o Ministério Público, mesmo após as ações da primeira fase da Operação Armagedom, o grupo continuou atuando e ampliando seu patrimônio.
A ação desta quinta-feira é coordenada pelo Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em conjunto com a Polícia Civil, por meio do Neccold (Núcleo Especial de Combate à Criminalidade Organizada), e conta com apoio da Polícia Militar, por intermédio do 3º Baep (Batalhão de Ações Especiais de Polícia).
As investigações prosseguem para identificar outros integrantes da organização criminosa, esclarecer a participação de cada investigado e reunir novas provas que possam subsidiar futuras responsabilizações criminais.