A Polícia Civil prendeu, na tarde desta terça-feira (4), em Ubatuba, o sobrinho de Eliane Alves dos Santos, ex-patroa da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. O investigado era considerado foragido da Justiça desde a decretação de sua prisão preventiva. Com a captura, os três suspeitos apontados pela investigação estão presos.
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Segundo a DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de São Sebastião, equipes realizaram diligências na residência do investigado, mas ele não foi encontrado no local. Cerca de dez minutos depois, o advogado entrou em contato com os policiais informando que o cliente iria se apresentar. O mandado de prisão preventiva foi cumprido logo após a apresentação.
A prisão encerra o cumprimento das ordens judiciais expedidas contra os três investigados no caso. Além do sobrinho, permanecem presos Eliane Alves dos Santos e o atual companheiro dela, um policial militar da reserva.
Eliane foi presa durante a Operação Último Rastro, deflagrada em 10 de julho. Inicialmente detida temporariamente, ela teve a prisão convertida em preventiva após a conclusão do inquérito policial. Já o policial militar da reserva foi preso na noite de segunda-feira (3), em uma residência na região da Praia do Estaleiro, no bairro Ubatumirim, em Ubatuba.
De acordo com a Polícia Civil, o relatório final da investigação sustenta que Eliane efetuou o disparo que matou Berenice. O inquérito também embasou o pedido de prisão preventiva do companheiro e do sobrinho da investigada. A corporação, no entanto, não divulgou detalhes sobre a participação específica atribuída ao sobrinho.
A investigação destaca que os elementos reunidos apontaram indícios suficientes para incluir o homem entre os investigados, mas a responsabilidade individual de cada um será analisada pela Justiça ao longo do processo.
O caso começou como um desaparecimento. Berenice Ramos de Aguiar desapareceu no fim de junho após deixar o local onde trabalhava, na região de Ubatumirim, em Ubatuba. A DIG assumiu as investigações e identificou inconsistências em depoimentos, além de reunir imagens de câmeras, registros de radares, dados telefônicos e outras provas periciais.
Durante a apuração, a Polícia Científica encontrou vestígios de sangue em uma caminhonete ligada ao caso após exames com luminol. Também foram apreendidos veículos, armas, aparelhos eletrônicos e outros objetos considerados importantes para a investigação.
O corpo da cozinheira foi localizado no dia 17 de julho em uma área de mata de Serra d’Água, em Angra dos Reis (RJ), às margens da RJ-155, em um penhasco de difícil acesso. A retirada exigiu apoio do Corpo de Bombeiros e técnicas de rapel. A identidade da vítima foi confirmada pela Polícia Civil após o reconhecimento feito pela família.
Com os três investigados presos, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia à Justiça ou solicita novas diligências. Caso a denúncia seja aceita, os suspeitos passarão à condição de réus. Todos têm direito à ampla defesa, e a responsabilidade criminal de cada um será definida ao longo do processo judicial.