O programa Auxílio-Aluguel, destinado a mulheres vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade, beneficiou 425 moradoras da região administrativa de São José dos Campos em julho de 2026.
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O repasse, realizado pela Seds (Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo), totalizou R$ 212,5 mil para mulheres cadastradas até o fim de junho.
Em comparação com julho de 2025, quando 168 mulheres receberam o benefício, o total de atendidas mais que dobrou neste ano. Desde a criação do programa, em fevereiro de 2025, 710 mulheres da região já foram contempladas, com investimento superior a R$ 2,1 milhões.
Em todo o estado de São Paulo, o Auxílio-Aluguel chegou a mais de 5,7 mil mulheres em 593 municípios paulistas durante o mês de julho. O investimento estadual ultrapassou R$ 2,85 milhões, valor três vezes maior que o registrado no mesmo período do ano passado.
Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Social, o crescimento do programa reflete a ampliação da rede de proteção às mulheres vítimas de violência e o fortalecimento da política pública voltada ao rompimento do ciclo de agressões.
Para ampliar o acesso ao benefício, a pasta promove capacitações junto aos municípios e às Divisões Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social, além de orientar as equipes responsáveis pelos atendimentos.
De acordo com a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, a expansão do programa demonstra a efetividade da política pública. Ela afirma que a iniciativa fortalece a rede de proteção social e oferece condições para que mulheres em situação de violência possam reconstruir suas vidas com mais segurança, autonomia e dignidade.
O Auxílio-Aluguel integra as ações do movimento SP Por Todas, que reúne políticas públicas voltadas à proteção das mulheres. Atualmente, o programa está presente em 593 dos 645 municípios paulistas. Desde sua implantação, mais de 9,1 mil mulheres já receberam o benefício por pelo menos um mês, com investimento acumulado superior a R$ 27 milhões.
O programa concede um benefício mensal de R$ 500 por até seis meses, com possibilidade de prorrogação por igual período, conforme avaliação da rede de assistência social. As mulheres cadastradas até o último dia de cada mês recebem o pagamento até o dia 10 do mês seguinte.
Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade social e tenham renda familiar de até dois salários mínimos antes da separação do agressor.
O cadastramento é realizado pela rede municipal de assistência social dos municípios participantes. Após a aprovação, o pagamento é feito diretamente às beneficiárias por meio da Poupança Social do Banco do Brasil.
Além do suporte financeiro, o programa também garante acesso a serviços de acolhimento, orientação e acompanhamento social, ampliando a rede de proteção para mulheres que precisam reconstruir suas vidas longe da violência.