01 de agosto de 2026
TURISMO

Vale na rota: SP lança Rede de Trilhas com mais de mil percursos

Por Da redação | Vale do Paraíba
| Tempo de leitura: 4 min
Reprodução
Parque Estadual da Serra do Mar

O Governo de São Paulo lançou oficialmente a Rede Estadual de Trilhas, um sistema que conecta percursos de diferentes regiões para fortalecer o turismo de natureza, ampliar a conservação ambiental e estimular a geração de emprego e renda, além de conectar e organizar trilhas locais, regionais e nacionais sob critérios comuns de gestão, sinalização e segurança.

Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp

A iniciativa ganha importância especial para o Vale do Paraíba, a Serra da Mantiqueira e o Litoral Norte, regiões reconhecidas pela grande quantidade de trilhas, parques estaduais, áreas de preservação e destinos procurados por praticantes de caminhadas, montanhismo e cicloturismo.

A implantação da rede paulista partiu de uma pesquisa de campo em uma amostra de 104 municípios que oferecem 286 trlhas. Mas a base cadastral estadual inclui 1.022 trilhas distribuídas em 228 municípios.

Os principais pontos de partida são o Litoral Norte, Ubatuba (considerada a capital das trilhas costeiras com mais de 100 praias incluídas), o Vale do Ribeira (coração da mata atlântica, que tem em seu escopo as cavernas de Eldorado e Registro), a Serra da Mantiqueira (com picos elevados e paisagens de altitude) e a própria região metropolitana da capital, que oferece trilhas urbanas e periurbanas que permitem desfrutar da experiência das trilhas e do contato com a natureza sem grandes deslocamentos.

A nova rede foi criada por meio de resolução conjunta da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), da Fundação Florestal e da Setur (Secretaria de Turismo e Viagens). O objetivo é integrar trilhas já existentes e orientar a criação de novos percursos, formando um sistema estadual padronizado, com critérios de segurança, sinalização e gestão.

No Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, o potencial é considerado estratégico. A região reúne algumas das paisagens naturais mais preservadas do estado, com centenas de quilômetros de trilhas distribuídas por municípios como Campos do Jordão, São Bento do Sapucaí, Santo Antônio do Pinhal, Pindamonhangaba, Cunha, São Luiz do Paraitinga, Ubatuba, Caraguatatuba, Ilhabela e São Sebastião.

Muitas dessas rotas atravessam parques estaduais, áreas de Mata Atlântica, montanhas, cachoeiras e trechos da Serra do Mar, atraindo visitantes durante todo o ano.

Padronização dos percursos

Segundo o governo paulista, a padronização dos percursos permitirá oferecer experiências mais seguras aos visitantes e fortalecer o turismo sustentável. Além da prática de caminhadas, a rede também incentiva modalidades como cicloturismo, observação da natureza e esportes de aventura.

A secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, afirmou que a medida demonstra que conservação ambiental e desenvolvimento econômico podem caminhar juntos.

De acordo com ela, a organização das trilhas amplia as oportunidades de lazer e recreação, fortalece a conscientização ambiental e coloca São Paulo em sintonia com práticas internacionais de sustentabilidade.

Trilhas classificadas por categorias

A resolução estabelece três categorias para organizar os percursos.

As Trilhas Locais serão destinadas a passeios de curta duração, normalmente realizados em algumas horas ou durante um único dia.

Já as Trilhas de Longo Curso Regionais contemplam percursos que exigem um ou mais pernoites, podendo levar até 28 dias para serem concluídos.

As Trilhas de Longo Curso Nacionais serão formadas pela integração de diferentes rotas regionais e terão duração superior a 28 dias.

Todos os trajetos deverão ser percorridos apenas por meios não motorizados, como caminhadas e bicicletas.

Turismo pode fortalecer economia

Para cidades do Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, onde o turismo de natureza já representa uma importante atividade econômica, a expectativa é que a Rede Estadual aumente o fluxo de visitantes, incentive novos empreendimentos e fortaleça setores como hospedagem, alimentação, comércio, transporte e serviços turísticos.

Além da movimentação econômica, o projeto busca valorizar a cultura local, preservar patrimônios naturais e ampliar as oportunidades para comunidades que vivem próximas às áreas protegidas.

A secretária de Turismo e Viagens, Ana Biselli Aidar, destacou que a iniciativa representa um novo momento para o turismo de natureza paulista, criando oportunidades de desenvolvimento sustentável e inclusão social.

Gestão e preservação ambiental

As trilhas localizadas dentro das Unidades de Conservação continuarão sendo administradas pela Fundação Florestal, respeitando os Planos de Manejo de cada parque estadual.

De acordo com o diretor executivo da Fundação Florestal, Rodrigo Levkovicz, a prioridade é garantir que o turismo de aventura aconteça de forma responsável, preservando a biodiversidade e oferecendo infraestrutura adequada aos visitantes.

Orientação aos visitantes

Antes de percorrer qualquer trilha, o governo recomenda que os visitantes consultem as informações oficiais sobre horários de funcionamento, necessidade de agendamento, nível de dificuldade, exigência de monitores e regras de visitação.

Também é fundamental respeitar a sinalização, permanecer apenas nos caminhos autorizados e adotar práticas de mínimo impacto ambiental para garantir uma experiência segura e contribuir com a preservação dos ecossistemas paulistas.