A RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) fechou o primeiro semestre de 2026 com 145 vítimas de homicídio doloso (com intenção de matar), alta de 2,84% frente às 141 mortes no mesmo período do ano passado, segundo dados oficiais da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).
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O número de vítimas de latrocínio manteve-se o mesmo nos dois anos: duas mortes em cada semestre. Com isso, as mortes violentas somaram 147 em 2026 e 143 no ano passado, de janeiro a junho, alta de 2,80%.
A RMVale lidera a violência no interior do estado de São Paulo, com 36% mais mortes violentas do que a segunda colocada, que é Ribeirão Preto, com 108 vítimas em homicídios e latrocínios.
Depois aparecem Sorocaba (103), Campinas (100), Piracicaba (72), Baixada Santista (69), Bauru (67), São José do Rio Preto (47), Araçatuba (33) e Presidente Prudente (32).
O estado terminou o primeiro semestre com 1.193 mortes em homicídios e 44 em latrocínios, somando 1.237 vítimas da violência. O interior foi responsável por 756 homicídios (63% do estado) e 22 latrocínios (50%), chegando a 778 vítimas de mortes violentas (63%). No interior, o Vale foi responsável por 19% das mortes por homicídio.
O aumento dos óbitos violentos no primeiro semestre contrasta com o ano passado, que terminou com 286 pessoas mortas na região (278 em homicídios e oito em latrocínios), o menor número de mortes violentas da série histórica da SSP, que começa em 2001.
Os anos mais violentos da série histórica foram 2002 (580 mortes), 2001 (574), 2003 (566), 2004 (537) e 2016 (454).
Antes das 286 pessoas mortas no Vale em 2025, o ano com menos mortes havia sido 2007, com 297. O ano de 2024 encerrou com 310 vítimas de crimes contra a vida.
O aumento das mortes violentas no Vale impactou na taxa de vítimas de homicídio por 100 mil habitantes, que também voltou a subir na região, com alta de 5,89% na comparação com o período anterior. Nos últimos 12 meses, de julho de 2025 a junho de 2026, a região tem taxa de 11,14 contra 10,52 no intervalo anterior.
A região tem a taxa mais alta do estado, 105% acima da média estadual (5,43) e 157% mais alta do que a taxa da capital (4,33). Também supera em 78% a taxa do interior (6,26).
Atrás do Vale estão as regiões de Araçatuba (8,50 homicídios por 100 mil habitantes), Bauru (6,74), Sorocaba (6,70), São José do Rio Preto (5,96), Baixada Santista (5,59), Ribeirão Preto (5,34), Campinas (4,95), Presidente Prudente (4,69) e Piracicaba (4,53).
Caraguatatuba foi a cidade com o maior número absoluto de homicídios na RMVale.
O município do Litoral Norte contabilizou 23 homicídios dolosos, seguido por São José dos Campos, com 17 casos. Na sequência aparecem Taubaté, Lorena e Pindamonhangaba, todas com 12 homicídios registrados no primeiro semestre.
Entre os municípios com maiores índices também estão Cruzeiro, com nove homicídios, Guaratinguetá e Ubatuba, com oito cada, além de Cachoeira Paulista e São Sebastião, ambas com seis ocorrências.
Em relação aos latrocínios, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte, Caçapava e Igaratá registraram um caso cada no primeiro semestre do ano.