31 de julho de 2026
VIOLÊNCIA BRUTAL

Após emboscada da ex, homem rasteja 700 m e sobrevive em SJC

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Imagem gerada por IA
Ex-companheira e dois homens foram presos pelo crime (imagem ilustrativa)

Vítima de uma emboscada em São José dos Campos, Adriano Nilo Cândido sobreviveu após se fingir de morto e, mesmo gravemente ferido, se arrastar por cerca de 700 metros em busca de socorro.

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O caso, investigado como tentativa de homicídio qualificado e latrocínio tentado, ganhou um novo desdobramento nesta sexta-feira (31), com a prisão dos dois últimos suspeitos apontados como autores do ataque.

As prisões foram realizadas por policiais civis do 6º Distrito Policial de São José dos Campos, por volta das 12h30, no bairro Jardim Santa Cecília, após uma denúncia anônima indicar o paradeiro da dupla. Um dia antes, a ex-companheira da vítima, apontada como participante do crime, já havia sido presa por policiais militares.

Segundo a investigação, os dois homens são acusados de atacar Adriano dentro da própria residência, no Jardim Santa Luzia, em 31 de outubro de 2025.

Emboscada dentro da casa

De acordo com o inquérito policial, Adriano retornava do trabalho em uma oficina mecânica quando encontrou o portão da garagem aberto, a residência com as luzes apagadas e a porta destrancada. Sem perceber que havia uma armadilha, entrou no imóvel e seguiu até um dos quartos.

Foi nesse momento que os dois suspeitos, escondidos dentro da casa, o surpreenderam pelas costas. A vítima recebeu diversos golpes de faca e, já caída, continuou sendo violentamente agredida com chutes, pisões e tapas na cabeça, no tórax e no abdômen.

As investigações apontam ainda que a ex-companheira de Adriano, que é parente dos outros dois investigados, participou da ação. Conforme a Polícia Civil, ela teria incentivado as agressões e chegou a verificar se a vítima ainda respirava, informando aos comparsas que Adriano permanecia vivo para que os ataques continuassem.

Homem fingiu estar morto

Mesmo com ferimentos considerados graves e risco de morte, Adriano conseguiu manter a consciência durante a ação criminosa. Para sobreviver, decidiu se fingir de morto.

Convencidos de que haviam matado a vítima, os três suspeitos roubaram o celular, a carteira e aproximadamente R$ 1 mil em dinheiro antes de fugir do local.

Assim que percebeu que os criminosos haviam deixado a residência, Adriano conseguiu escapar pelos fundos do imóvel. Ferido, percorreu cerca de 700 metros, alternando momentos em que caminhava e se arrastava pelo chão até chegar a uma casa, onde conseguiu pedir ajuda.

Na sequência, ele foi socorrido e levado ao Hospital Municipal de São José dos Campos, onde permaneceu internado por cinco dias.

O laudo pericial confirmou que a vítima sofreu múltiplas lesões causadas por objeto perfurocortante e agressões contundentes, atingindo regiões como crânio, face, tórax, abdômen e lombar. Algumas das lesões exigiram cirurgia de emergência devido ao elevado risco de morte.

Ataque teve extrema crueldade

Para a Polícia Civil, o homicídio só não foi consumado porque Adriano conseguiu enganar os agressores ao simular a própria morte e reunir forças para buscar ajuda.

O inquérito concluiu que o crime foi praticado mediante emboscada, recurso que impossibilitou qualquer reação da vítima, além do emprego de meio cruel, em razão da intensidade das agressões e da continuidade dos golpes mesmo quando Adriano já estava caído e sem condições de defesa.

Com a prisão dos dois homens, a Polícia Civil considera esclarecida a participação dos três investigados. Eles responderão pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado (por emboscada e meio cruel) e latrocínio tentado, já que houve violência extrema seguida do roubo de bens da vítima.