24 de agosto de 2026
LEVANTAMENTO

Jundiaí tem maior redução de roubos e furtos de motos no estado

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
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Os dados, divulgados pela Fecap, apontam que, entre os 30 municípios com mais casos, a redução mais drástica foi a observada em Jundiaí

Estudo do Centro de Estudos em Economia do Crime (Ceec) da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) mostra que o número de ocorrências de roubos e furtos de motocicletas e motonetas no estado de São Paulo diminuiu 11,6%, caindo de 38.048 em 2024 para 33.621 em 2025. Em Jundiaí, a redução foi ainda maior, de 29,7%, a mais expressiva entre os 30 municípios com mais casos.

O estudo tem como objetivo fornecer uma análise detalhada dos dados sobre estes delitos, identificando tendências, padrões e áreas de maior incidência, a fim de auxiliar na compreensão e no combate de tais crimes.

“Devido a crescente utilização de motocicletas e motonetas como meio de transporte no país, torna-se imperativo o acompanhamento da evolução dos índices de criminalidade, visando a adoção de medidas preventivas e estratégias de segurança mais eficazes”, afirma o coordenador do estudo, professor Erivaldo Vieira.

Os dados detalhados mês a mês permitem uma análise aprofundada da preferência operacional das atividades criminosas em análise. Um volume substancialmente maior é ocupado pela prática de furto em comparação com a prática de roubo, mesmo diante das reduções mensais verificadas. Em 2025, 24.665 furtos (Art. 155) foram registrados, contra 8.956 roubos (Art. 157).
 
A maior redução mensal foi apresentada pela categoria Roubo em comparação ao Furto, com destaque para o último trimestre dos anos. Uma contração de -16,8% foi anotada no acumulado anual do roubo, enquanto o recuo do furto foi limitado a -9,6%.

Cidades com mais ocorrências

A cidade de São Paulo é a líder na concentração de ocorrências, onde 13.319 casos foram computados em 2025, mesmo após uma redução de -13,7% ter sido obtida. Dentre as cidades que apresentaram grandes reduções, percebe-se que, apesar do esforço, ainda continuam ocupando posições semelhantes com relação ao ano passado. Com destaque para: Carapicuíba, Santos, Diadema e São Bernardo do Campo.

Entretanto, percebe-se uma possibilidade de migração de furtos e roubos de motos e motonetas para o interior de São Paulo, onde, cidades que não figuravam entre as maiores em 2024 passaram a compor o ranking em 2025, sendo apresentados aumentos em seus indicadores. Destacam-se os crescimentos de Taboão da Serra (+20,6%), Limeira (+20,1%) e São José do Rio Preto (+10,3%).

Do total de 645 municípios paulistas, 416 apresentaram algum registro de roubo ou furto de motos (64,5% do total de cidades do estado). O levantamento da FECAP mostra ainda uma grande concentração dos crimes: 83,10% do total geral de ocorrências do estado é representado pelos trinta municípios com maior incidência.

“Esse cenário evidencia a grande concentração de crimes nessas localidades, ressaltando a necessidade de ações direcionadas e estratégias específicas para cada um desses municípios”, acrescenta o professor Vieira.

Metodologia da pesquisa

O levantamento da Fecap é feito com base nos dados de boletins de ocorrência registrados em todas as delegacias do Estado de São Paulo. Os números apresentados sobre roubos e furtos de motocicletas representam uma estimativa baseada nos registros oficiais disponíveis e, portanto, são inferiores ao total real de ocorrências.

Isso ocorre porque, para garantir a qualidade e a confiabilidade das análises, nossa metodologia exclui registros sem identificação da placa do veículo, ocorrências duplicadas e cadastros que apresentam inconsistências ou erros de preenchimento.

Além disso, é importante considerar que parte dos roubos e furtos de motocicletas não é registrada pelas vítimas junto às autoridades policiais, fenômeno conhecido como subnotificação. Dessa forma, os dados divulgados não correspondem à totalidade dos crimes efetivamente ocorridos.

Apesar dessas limitações, a metodologia empregada assegura uma base de dados consistente e suficientemente robusta para a análise estatística e o acompanhamento das tendências da criminalidade ao longo do tempo. Assim, os resultados permitem identificar a evolução do fenômeno e subsidiar análises técnicas com elevado grau de confiabilidade.

Vale salientar ainda que os campos que podem levar à identificação de pessoas são protegidos de acordo com o art. 31 da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), garantindo a privacidade e a proteção de dados pessoais. Assim, não são disponibilizados endereços, nomes ou quaisquer outros dados pessoais relacionados aos registros de ocorrência. Nesse sentido, muitas das informações que poderiam elucidar o detalhamento desta análise estão protegidas por lei.