O motociclista Rogério Alves do Amaral, de 42 anos, morreu na madrugada desta terça-feira (28) após se envolver em um acidente com uma carreta na rodovia Presidente Dutra, em Lorena. A principal linha de investigação aponta que a motocicleta poderia estar sem iluminação no momento da colisão, hipótese que ainda será confirmada pela perícia. A baixa visibilidade também está entre os fatores analisados pelas autoridades.
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O acidente aconteceu por volta das 4h55, na altura do km 54,950 da rodovia. Quando equipes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) chegaram ao local, encontraram o corpo da vítima sobre uma das faixas de rolamento. Funcionários da concessionária responsável pela Dutra já haviam constatado o óbito.
A colisão envolveu uma motocicleta Honda CG 125 Fan e uma carreta composta por um caminhão-trator e um semirreboque. O boletim de ocorrência não informa em qual sentido da via ocorreu o acidente nem se houve interdição de pistas ou congestionamento.
Segundo o relato do motorista da carreta à Polícia Civil, a motocicleta estava parada sobre a pista e sem qualquer iluminação quando ele se aproximou. O condutor afirmou que a pouca visibilidade impediu que percebesse a moto com antecedência suficiente para evitar o impacto.
Ainda de acordo com o depoimento, o caminhoneiro tentou desviar e acionou os freios, mas não conseguiu impedir a colisão. Essa versão, no entanto, será confrontada com os laudos da Perícia Técnico-Científica, responsável por esclarecer a dinâmica do acidente.
Os peritos irão analisar o ponto de impacto, marcas de frenagem, posição final dos veículos, danos causados pela colisão e, principalmente, o sistema de iluminação da motocicleta. Também serão avaliadas as condições da pista, a sinalização, o alcance dos faróis da carreta e a visibilidade existente no trecho durante a madrugada.
O boletim de ocorrência não informa se havia neblina, chuva, iluminação pública ou qualquer outro fator que pudesse comprometer a visão dos motoristas naquele horário.
O motorista da carreta foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado negativo para consumo de álcool. Conforme a Polícia Rodoviária Federal, ele não apresentava sinais aparentes de alteração da capacidade psicomotora.
Apesar disso, a investigação segue em andamento. O exame toxicológico negativo representa apenas um dos elementos considerados pelas autoridades, que ainda irão avaliar a velocidade dos veículos, a possibilidade de reação do motorista e as circunstâncias que antecederam a colisão.
A documentação da motocicleta, do caminhão-trator e do semirreboque estava regular, segundo a consulta realizada durante o atendimento da ocorrência.
A Polícia Civil registrou o caso como homicídio culposo na direção de veículo automotor. O motorista da carreta é tratado como investigado, mas não foi preso em flagrante. Eventual responsabilização dependerá da conclusão da investigação, da análise do Ministério Público e de eventual decisão da Justiça.
Os investigadores também poderão utilizar imagens de câmeras da concessionária, de estabelecimentos próximos ou até de equipamentos instalados nos próprios veículos para reconstituir o acidente. Até o momento, o boletim não informa se essas gravações foram localizadas.
Após os trabalhos da perícia, a motocicleta foi removida para o pátio da Polícia Rodoviária Federal, em Aparecida, onde poderá passar por novos exames técnicos. O objetivo é verificar o funcionamento do farol, da lanterna traseira e de outros equipamentos de segurança.
O corpo de Rogério Alves do Amaral foi encaminhado ao OML (Instituto Médico Legal), onde será realizado o exame necroscópico que deverá confirmar oficialmente a causa da morte.