25 de julho de 2026
VIOLÊNCIA

Discussão por fezes de cachorro acaba em agressão física

Sabará (MG
| Tempo de leitura: 2 min
Pixabay
Discussão por fezes de cachorro acaba em agressão física

Uma discussão entre duas vizinhas terminou em agressão e passou a ser investigada pela Polícia Civil. A vítima afirma ter sido atacada com spray de pimenta, socos e puxões de cabelo após descartar fezes de cachorro em uma lixeira. Já a defesa da suspeita, que é policial penal, sustenta que o episódio faz parte de um conflito antigo entre as moradoras.

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O caso ocorreu no bairro Ana Lúcia, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo o relato da vítima à polícia, ela passeava com os cães quando foi abordada pela vizinha, que teria iniciado as agressões por causa do descarte das fezes dos animais em uma lixeira.

Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que a policial penal se aproxima da estudante e arremessa um saco com fezes de cachorro em sua direção. Conforme a denúncia, o material havia sido descartado horas antes em uma lixeira localizada na rua.

Em nota, a defesa da policial penal afirmou que a desavença entre as vizinhas não é recente. Segundo a versão apresentada, a tutora dos cães costuma deixar sacos com fezes abertos na porta de residências da rua, provocando mau cheiro e transtornos aos moradores.

Ainda de acordo com a defesa, já existem registros de outros desentendimentos envolvendo a mesma moradora, incluindo um boletim de ocorrência em que outra vizinha relata ter sofrido ofensas e ter encontrado fezes arremessadas em sua residência. A nota também afirma que houve tentativas de resolver a situação por meio de diálogo antes da discussão.

A Polícia Civil informou que apura a ocorrência de lesão corporal registrada no dia 20 de julho e que outras informações serão divulgadas no decorrer das investigações.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) informou que o episódio aconteceu fora do horário de trabalho da servidora e que o spray utilizado é de propriedade particular, sem vínculo com a corporação. A pasta destacou que a conduta não representa as diretrizes da Polícia Penal e informou que o caso também será analisado pela Corregedoria, com respeito ao devido processo legal.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa da vítima. O espaço permanece aberto para manifestação.