25 de julho de 2026
AGENDA EM JACAREÍ

Lula destaca retomada da Avibras e promete fortalecer a Defesa

Por Xandu Alves | Jacareí
| Tempo de leitura: 3 min
Ricardo Stuckert/PR
Lula durante a visita às instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (24), durante visita às instalações da Avibras Aeroco, em Jacareí, que a recuperação da empresa representa um passo estratégico para a soberania nacional, a geração de empregos e o fortalecimento da indústria brasileira de defesa.

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Em discurso para trabalhadores, autoridades e representantes do setor, Lula destacou a importância da Avibras para o desenvolvimento tecnológico do país e disse que acompanhou de perto as dificuldades enfrentadas pela empresa nos últimos anos.

A agenda presidencial ocorreu poucos meses depois da reativação da fábrica, que permaneceu com a produção interrompida por quase quatro anos em razão de uma grave crise financeira. A retomada das operações neste ano representa um marco para a empresa, tradicional fabricante de sistemas de defesa e tecnologia aeroespacial, além de simbolizar a preservação de uma das mais importantes indústrias do setor no Brasil.

Preocupação ao governo

Segundo o presidente, a paralisação das atividades da fabricante de equipamentos militares causava preocupação ao governo, especialmente por se tratar de uma empresa considerada estratégica para a segurança nacional.

"Como um país pode permitir que uma empresa com o conhecimento tecnológico acumulado pela Avibras fique paralisada e seja destruída?", questionou Lula. Ele revelou ainda que, durante os últimos anos, cobrou diversas vezes uma solução para a situação da companhia junto ao ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e classificou a demora nas negociações como motivo de grande insatisfação.

Durante o pronunciamento, Lula reforçou que pretende ampliar os investimentos na área de Defesa e afirmou que o Brasil precisa manter as Forças Armadas equipadas, modernas e preparadas para proteger o território nacional.

"O Brasil precisa estar preparado. Queremos viver em paz, sem arrogância, mas com capacidade tecnológica, científica e militar suficiente para garantir nossa soberania e impedir qualquer ameaça ao país", declarou.

O presidente também afirmou que o governo pretende ampliar as encomendas para a indústria nacional de defesa, fortalecendo empresas brasileiras e estimulando a geração de empregos. Segundo ele, a estratégia inclui incentivar a exportação de produtos fabricados no Brasil.

Lula destacou ainda o crescimento das exportações do setor de defesa e afirmou que o país passou de cerca de US$ 600 milhões para aproximadamente US$ 3,7 bilhões em vendas ao exterior, indicando que há potencial para ampliar ainda mais esse mercado.

Trabalhadores recebem reconhecimento

Grande parte do discurso foi dedicada aos funcionários da Avibras, que permaneceram cerca de 36 meses sem receber salários durante a crise enfrentada pela empresa.

Lula elogiou a postura dos trabalhadores e do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos ao aceitarem um acordo para o parcelamento dos valores atrasados, classificando a decisão como um gesto de maturidade e compromisso com a retomada das atividades.

O presidente ressaltou que, mesmo com a fábrica fechada por mais de dois anos, os equipamentos foram preservados e permanecem prontos para voltar à produção.

"Essa empresa ficou fechada e não se quebrou uma luz, não se roubou uma torneira. As máquinas estão preparadas para produzir novamente. Isso demonstra o compromisso dos trabalhadores com a empresa", afirmou.

Pagamento das dívidas será prioridade

Lula também garantiu que os recursos destinados à recuperação da Avibras terão prioridade no pagamento dos salários atrasados dos funcionários.

Segundo ele, o compromisso já foi discutido com o ministro da Defesa e com a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos.

"O dinheiro que entrar na Avibras terá uma parte destinada ao pagamento da dívida com os trabalhadores. O governo vai cumprir aquilo que foi prometido no acordo", afirmou.

Ao encerrar o discurso, o presidente reafirmou o compromisso do governo com a preservação dos empregos, a recuperação da empresa e o fortalecimento da indústria nacional de defesa, classificando a retomada da Avibras como uma conquista importante para os trabalhadores, para a tecnologia brasileira e para o futuro do país.