Uma operação conjunta da Polícia Militar e da EDP identificou um caso de furto de energia em uma esfiharia localizada na região central de Lorena, no Vale do Paraíba. A ação, realizada nessa quinta-feira (23), faz parte das fiscalizações permanentes para combater fraudes na rede elétrica, prática considerada crime e que pode comprometer a segurança da população e a qualidade do fornecimento de energia.
Clique aqui para fazer parte da comunidade de OVALE no WhatsApp e receber notícias em primeira mão. E clique aqui para participar também do canal de OVALE no WhatsApp
Durante a vistoria técnica, os agentes constataram a violação do lacre do medidor e a inversão de uma das fases do equipamento, mecanismo utilizado para reduzir artificialmente o registro do consumo de energia elétrica. Segundo a análise da distribuidora, a irregularidade vinha sendo praticada havia cerca de três meses.
A ocorrência foi registrada na Polícia Civil, que dará sequência às investigações e aos procedimentos previstos na legislação.
Além de configurar crime, o furto de energia provoca impactos que vão além do prejuízo financeiro para a concessionária. Ligações clandestinas e adulterações nos medidores aumentam o risco de acidentes, podem causar incêndios, sobrecarregam a rede elétrica e elevam as chances de interrupções no fornecimento para consumidores que utilizam o serviço de forma regular.
Levantamento da EDP aponta que, somente em 2025, foram recuperados 9,2 gigawatts-hora (GWh) de energia desviada no Vale do Paraíba e Litoral Norte. O volume seria suficiente para abastecer durante um mês todo o município de Tremembé, que possui cerca de 51 mil habitantes.
Desde 30 de abril de 2026, a Lei nº 15.397 tornou mais rigorosas as punições para quem pratica furto de energia elétrica. A pena para o crime passou de um a quatro anos para um a seis anos de reclusão.
Com a mudança na legislação, casos de flagrante podem impedir a concessão de fiança pela autoridade policial. Nessa situação, o investigado permanece à disposição da Justiça até a realização da audiência de custódia.
Além da responsabilização criminal, os envolvidos podem ser obrigados a ressarcir o valor da energia consumida e não faturada, além dos custos administrativos e operacionais necessários para regularizar a instalação, conforme regulamentação da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A EDP informou que vem ampliando as estratégias para identificar irregularidades em sua área de concessão. Entre as medidas adotadas estão o uso de inteligência artificial para tornar as inspeções mais precisas, a instalação de sistemas de blindagem mecânica em unidades de maior consumo e o fortalecimento das operações em parceria com as forças de segurança.
Segundo a distribuidora, essas ações têm contribuído para reduzir a reincidência de fraudes, especialmente em estabelecimentos comerciais e industriais.
A concessionária reforça que apenas profissionais habilitados devem realizar qualquer intervenção na rede elétrica. Manipulações clandestinas colocam em risco não apenas quem pratica a fraude, mas também moradores, comerciantes e trabalhadores das proximidades.
A população pode denunciar ligações irregulares de forma gratuita pelos canais oficiais da EDP, que funcionam 24 horas por dia, incluindo o aplicativo EDP Online, WhatsApp, Central de Atendimento e demais plataformas da empresa.