A história de superação da cachorrinha Jully ganhou um novo capítulo de angústia. A cadela, que era um dos 70 cachorros que viviam na chácara da protetora independente Elizabeth Oliveira, em Jacareí, desapareceu na noite de 21 de julho e agora mobiliza uma campanha nas redes sociais para tentar levá-la de volta para casa.
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Jully fugiu por volta das 21h de uma chácara localizada na Estrada do Bengalar, no bairro Costinha, na região norte de São José dos Campos. Desde então, familiares e voluntários fazem buscas pela região e pedem que qualquer informação seja comunicada pelo telefone (12) 99798-7779.
Segundo os responsáveis pela cachorrinha, Ricardo Maia e Andreia Rennó, há uma recompensa de R$ 300 para quem encontrar e conseguir recolher a cachorrinha com segurança.
Com cerca de 9 anos, Jully é descrita como uma cadela idosa, mansa, medrosa e de pequeno porte, características que aumentam a preocupação da família. A tutora acredita que, por ser muito dócil, ela pode ter sido recolhida por alguém que imaginou estar ajudando um animal abandonado.
"Ela já sofreu muito e eu só queria dar um final de vida feliz para ela. Agora nem sei se ela está viva", desabafa.
Jully é uma das sobreviventes do caso que sensibilizou moradores do Vale do Paraíba em 2024. Após a morte da protetora independente Elizabeth Oliveira, aos 65 anos, vítima de um câncer agressivo, cerca de 70 cães e nove gatos ficaram desamparados na chácara onde ela mantinha um abrigo com recursos próprios, em Jacareí.
Durante anos, Elizabeth acolheu animais abandonados das ruas da cidade, custeando alimentação, medicamentos e tratamentos veterinários praticamente sozinha, com o auxílio de apenas duas funcionárias.
Depois de sua morte, amigos, vizinhos e voluntários organizaram uma força-tarefa para manter os animais alimentados, arrecadar recursos, promover tratamentos veterinários e realizar mutirões de adoção responsável.
Foi nesse processo que Jully e outros cães foram levados para uma chácara em São José dos Campos, onde passaram a viver em segurança.
Além da história de resgate, Jully conquistou um apelido carinhoso. Segundo Andreia, ela ficou conhecida como "Fofoqueira" porque sempre corria para avisar quando os outros cães faziam alguma travessura.
A expectativa da família é que alguém reconheça a cachorrinha e entre em contato para ajudá-la a retornar ao lar. Como é bastante assustada, a orientação é evitar persegui-la caso seja vista e comunicar imediatamente os responsáveis.
Quem tiver qualquer informação sobre o paradeiro de Jully pode entrar em contato pelo telefone (12) 99798-7779.