23 de julho de 2026
ENCONTRADO EM VALA

Quem matou Ryan? Polícia investiga morte de jovem em Taubaté

Por Da redação | Taubaté
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução/Vale 360 News
Polícia Civil de Taubaté investiga o caso

A Polícia Civil investiga a morte de Ryan José Apparecido Medeiros, de 21 anos, após o jovem não resistir aos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e morrer na quarta-feira (22), em Taubaté. O caso, que ainda não tem suspeitos identificados, é tratado como homicídio e segue sob investigação.

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A SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) informou que a investigação continua em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime.

A pasta informou que, conforme o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada caída em uma vala, socorrida ao Hospital Regional e, posteriormente, morreu em decorrência dos ferimentos.

Ainda de acordo com a SSP, a perícia foi acionada e o caso foi registrado como homicídio na Delegacia Seccional de Taubaté, que mantém diligências para a apuração dos fatos.

Jovem foi encontrado em uma vala

Ryan permaneceu internado por cerca de dez dias após ser localizado ferido, no dia 12 de julho, em uma área próxima ao bairro Cecap. Conforme o boletim de ocorrência, ele apresentava ferimentos causados por tiros na cabeça e no tórax e chegou ao Hospital Regional em estado gravíssimo, sendo intubado logo após o atendimento.

Durante todo o período de internação, o jovem não recuperou a consciência. A morte foi confirmada na quarta-feira (22).

O irmão da vítima contou à Polícia Civil que foi avisado por uma parente para levar um documento ao hospital, pois Ryan havia dado entrada na unidade sem identificação. No local, ele foi informado de que o jovem teria sido encontrado caído em uma vala por moradores da região.

Mistério dificulta investigação

Um dos principais desafios enfrentados pelos investigadores é descobrir o local exato onde Ryan foi baleado. O boletim aponta apenas uma possível área de mata entre o bairro Cecap e as empresas Veronese Indústria Química e Adler Pelzer Group, mas a polícia ainda não conseguiu confirmar o ponto preciso.

Sem essa informação, a perícia ficou prejudicada, já que não foi possível procurar cápsulas de munição, manchas de sangue, marcas no solo ou outros vestígios que possam ajudar a reconstruir a dinâmica do crime.

Outro ponto que pode contribuir para o inquérito é a existência de um vídeo gravado por um morador da região, que supostamente registrou o local onde Ryan foi encontrado. A Polícia Civil trabalha para localizar a gravação e identificar a pessoa responsável pelas imagens.

Deic apura autoria e motivação

O caso foi encaminhado para a Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais), que busca esclarecer quem matou Ryan, qual foi a motivação do crime e onde ocorreram os disparos.

Os investigadores também solicitaram informações ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e à Polícia Militar para identificar quem realizou o resgate do jovem e qual foi o endereço informado no momento do socorro.

Até o momento, não há informações sobre suspeitos, testemunhas do ataque, ameaças anteriores ou possíveis conflitos envolvendo a vítima. A Polícia Civil aguarda ainda o resultado do exame necroscópico, que deverá confirmar detalhes sobre os ferimentos e contribuir para o andamento da investigação.