A Polícia Civil investiga a morte de Ryan José Apparecido Medeiros, de 21 anos, após o jovem não resistir aos ferimentos provocados por disparos de arma de fogo e morrer na quarta-feira (22), em Taubaté. O caso, que ainda não tem suspeitos identificados, é tratado como homicídio e segue sob investigação.
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A SSP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo) informou que a investigação continua em andamento para esclarecer as circunstâncias do crime.
A pasta informou que, conforme o boletim de ocorrência, a vítima foi encontrada caída em uma vala, socorrida ao Hospital Regional e, posteriormente, morreu em decorrência dos ferimentos.
Ainda de acordo com a SSP, a perícia foi acionada e o caso foi registrado como homicídio na Delegacia Seccional de Taubaté, que mantém diligências para a apuração dos fatos.
Ryan permaneceu internado por cerca de dez dias após ser localizado ferido, no dia 12 de julho, em uma área próxima ao bairro Cecap. Conforme o boletim de ocorrência, ele apresentava ferimentos causados por tiros na cabeça e no tórax e chegou ao Hospital Regional em estado gravíssimo, sendo intubado logo após o atendimento.
Durante todo o período de internação, o jovem não recuperou a consciência. A morte foi confirmada na quarta-feira (22).
O irmão da vítima contou à Polícia Civil que foi avisado por uma parente para levar um documento ao hospital, pois Ryan havia dado entrada na unidade sem identificação. No local, ele foi informado de que o jovem teria sido encontrado caído em uma vala por moradores da região.
Um dos principais desafios enfrentados pelos investigadores é descobrir o local exato onde Ryan foi baleado. O boletim aponta apenas uma possível área de mata entre o bairro Cecap e as empresas Veronese Indústria Química e Adler Pelzer Group, mas a polícia ainda não conseguiu confirmar o ponto preciso.
Sem essa informação, a perícia ficou prejudicada, já que não foi possível procurar cápsulas de munição, manchas de sangue, marcas no solo ou outros vestígios que possam ajudar a reconstruir a dinâmica do crime.
Outro ponto que pode contribuir para o inquérito é a existência de um vídeo gravado por um morador da região, que supostamente registrou o local onde Ryan foi encontrado. A Polícia Civil trabalha para localizar a gravação e identificar a pessoa responsável pelas imagens.
O caso foi encaminhado para a Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais), que busca esclarecer quem matou Ryan, qual foi a motivação do crime e onde ocorreram os disparos.
Os investigadores também solicitaram informações ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e à Polícia Militar para identificar quem realizou o resgate do jovem e qual foi o endereço informado no momento do socorro.
Até o momento, não há informações sobre suspeitos, testemunhas do ataque, ameaças anteriores ou possíveis conflitos envolvendo a vítima. A Polícia Civil aguarda ainda o resultado do exame necroscópico, que deverá confirmar detalhes sobre os ferimentos e contribuir para o andamento da investigação.