Uma manifestação realizada pelo sindicato que representa os trabalhadores da Urbam (Urbanizadora Municipal) de São José dos Campos, nesta quinta-feira (23), terminou em confusão envolvendo a GCM (Guarda Civil Municipal), sindicalista e funcionários.
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O ato marca a decisão da categoria de permanecer em estado de greve após a paralisação de 10 dias em abril, encerrada depois de negociação no TRT-15 (Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região), em Campinas.
No começo de julho, a Justiça do Trabalho determinou, em decisão liminar (provisória), que a Urbam devolva os valores descontados dos trabalhadores grevistas. A empresa realizou abatimentos no vale-refeição e nos salários, equivalentes a 2 a 7 dias de salário. Alguns trabalhadores afirmam ter recebido cerca de R$ 500 a menos.
O caso foi levado ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região pelo SEAAC, sindicato que representa a categoria, com pedido de urgência na análise da situação.
Nesta quinta-feira, ato do sindicato e de funcionários terminou em confusão com agentes da GCM, na portaria da Urbam. O sindicato acusa a GCM de truculência, enquanto a Urbam repudiou a atitude da entidade.
“Trabalhadores na porta da empresa para receber contraproposta das Urbam e a empresa não deixou entrar. A GCM agrediu trabalhador e diretor do sindicato. Vamos registrar o boletim de ocorrência”, disse um sindicalista.
Em nota, a Urbam disse que lamenta o ocorrido e repudia a postura agressiva adotada pelo sindicato durante a manifestação promovida em frente à sede da empresa nesta quinta-feira (23).
“A empresa reforça que permanece empenhada na busca por um acordo, tendo recebido representantes da entidade sindical em oportunidades anteriores para tentativas de conciliação”, afirmou.
“Diante disso, o tumulto provocado foi totalmente desnecessário e abusivo. Manifestantes obstruíram a passagem de forma agressiva, descumprindo a Lei de Greve, que proíbe o bloqueio de acesso ao trabalho, o constrangimento físico e o impedimento à livre circulação de trabalhadores.”
“A Urbam respeita o direito de manifestação, mas não tolera atos de intimidação, violência ou bloqueio ao trabalho”, completou a empresa.